Especialista projeta ano positivo para o mercado imobiliário

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O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança, economista Octavio de Lazari Júnior, diretor do Banco Bradesco, acredita que o mercado imobiliário continuará aquecido em 2015, e a economia, em geral, deverá mostrar sinais de recuperação a partir do segundo semestre desse ano.

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Lazari foi convidado pela Associação dos Construtores de Osasco (ACO) para proferir palestra às empresas do setor imobiliário que atuam na cidade sobre as perspectivas do mercado neste ano, diante das incertezas dos cenários econômico e político. O encontro aconteceu no início da noite da última quarta-feira, 4, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Osasco.

“Saída do aluguel para a dívida imobiliária é sadia”

Lazari lembra a deterioração dos indicadores e expectativas de 2014 para explicar a manutenção do pessimismo por alguns empresários para 2015. Apesar disso, o executivo enxerga aspectos positivos que devem garantir fôlego ao mercado imobiliário: o desemprego em baixa, o aumento da renda média do brasileiro acima da inflação e a baixa inadimplência.

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Ele lembra que mesmo com toda a dificuldade, em 2014 o segmento da habitação manteve o crescimento, com desembolso recorde de R$ 113 bilhões do sistema bancário para financiar o setor. Há 10 anos, o desembolso era da ordem de R$ 2 bilhões. A previsão para 2015 é de R$ 119 bilhões.

“As regras brasileiras dão uma tranquilidade muito grande para a operação de crédito imobiliário, de não acontecerem casos de estouro de bolhas”, garante. Ele ressalta que o endividamento do brasileiro é muito baixo e, ao longo desse período, segundo o diagnóstico que apresentou às empresas do setor, o que ocorreu foi que “as pessoas saíram de uma dívida de aluguel, que era uma divida de consumo, para uma divida imobiliária, que é uma dívida sadia”.

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Em entrevista ao Visão Oeste, Lazari falou sobre as expectativas da Associação e do setor bancário com a nova equipe econômica do Governo Federal.

“Quer queira, quer não, o governo está fazendo a lição de casa. Pode ser que o remédio seja um pouco amargo, um pouco dolorido agora, mas a gente tem certeza de que o caminho está correto. Está tomando todas as medidas necessárias para que a gente possa, se não já, no segundo semestre, ter uma revirada muito boa, menos deixar o caminho pavimentado para que em 2016 o Brasil possa crescer num tamanho que ele merece”, analisa.

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