Especialistas discutem segurança pública em Osasco em debate promovido por Gelso Lima

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Fotos: Reinaldo Vaz

O ex-secretário de Governo de Osasco e pré-candidato a deputado estadual Gelso Lima (Podemos), recebeu, na noite de quarta-feira, 18, especialistas para analisar o panorama atual e discutir políticas de Segurança Pública para o Estado, mais especificamente em atenção à região Oeste da Grande São Paulo.

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“Este debate é importante uma vez que uma pesquisa feita em Osasco, mas que serve para outras cidades, aponta que o tema segurança é o principal problema dos bairros e o segundo maior problema da cidade, perdendo só para a saúde pública”, afirmou Gelso Lima.

“A ideia é que possamos sair do debate não só fortalecidos com as informações aqui prestadas, mas que possamos também, ao longo dos debates dos próximos três meses, apresentar um conjunto de propostas que minimizem ou solucionem o grande problema da segurança pública do nosso estado”, completou o pré-candidato a deputado estadual.

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O evento aconteceu na Associação Comercial e Empresarial de Osasco (ACEO), e reuniu cerca de 200 pessoas, entre elas representantes dos Consegs, advogados, empresários, comerciantes, sindicalistas, presidentes de partidos, associações e lideranças.

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Para debater modelos de ações que possam ajudar as polícias a aperfeiçoar o enfrentamento à violência, foram convidados importantes autoridades do setor, como o ouvidor das polícias Militar (PM) e Civil de São Paulo, Benedito Mariano; o Delegado Assistente da Ouvidoria, Paulo Sérgio Maluf Barroso; o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Osasco, Alexandre Volpiani Carnelós; o comandante do CPA/M-8, coronel PM Ricardo Tahara; inspetor Rildo da GCM-Osasco, e o comandante do 36º BPM/M Ten. Cel. da PM, Marcos Abondanza Vitiello.

“Segurança pública se faz com educação”

Em sua fala, Tahara elencou os principais motivos pelos quais crimes continuam acontecendo, apesar dos esforços da polícia. Ele salientou que em 20 anos a população que compreende a região do CPAM-8 cresceu mais de 26%, enquanto que o efetivo da polícia cresceu apenas 4%.

Além disso, as leis que regem o sistema prisional contribuem de certa forma para que criminosos estejam nas ruas, já que 5% dos presos liberados nos indultos em datas especiais não retornam à prisão. Ele também citou a crise econômica, o desemprego, falhas na prevenção primária, falhas na ressocialização do preso e sistema educacional deficitário como fatores que ajudam o crescimento dos índices criminais.

Vitiello também aponta a Educação como fator primordial para diminuição do crime na sociedade. “Segurança pública se faz com educação. Educação é fundamental e é nisso que os governos precisam investir porque é através da Educação que vamos rodear todos os outros fatores que culminam na prática do crime. Se investirmos em Educação teremos uma segurança pública sustentável”.

Ele aproveitou a ocasião para agradecer Gelso pela promoção do evento, explicando que “muita gente fala mal das polícias, e que uma oportunidade como essa é dada por gente que tem coragem”.

“A polícia de São Paulo precisa de valorização profissional”

Benedito Mariano, que já foi ouvidor da polícia de são Paulo de 1995 a 2000 e que agora retorna ao cargo, considera que o grande problema da instituição paulista hoje é a desvalorização profissional, cujos salários estão em 23º lugar no ranking das piores remunerações do Brasil, que tem 26 estados.

“Para fortalecer a segurança pública, a polícia de São Paulo precisa de valorização profissional e a sociedade precisa cobrar de todos os candidatos ao Governo de São Paulo essa questão. Essa seria a primeira grande contribuição do governo para melhorar a segurança pública no estado de São Paulo”.

Entre outros fatores, ele também falou da estrutura deficiente da polícia, lembrando que o estado tem mais de 600 municípios e que cerca de 300 deles não tem delegados. “Um único delegado às vezes cobre 12, 15 cidades. Tem cidades em que a presença da polícia judiciária se faz com um único investigador. A polícia civil diminuiu de tamanho. Há 20 anos tínhamos 37 mil policiais e hoje temos 25 [mil]. O Estado cresceu, os problemas cresceram, e a polícia diminuiu de tamanho. É isso que temos que discutir na segurança pública”, salientou.

Paulo Sérgio Maluf Barroso defende a união das polícias para combater a criminalidade. “Quando o Estado, através dos seus aparatos trabalha em conjunto, o crime tende a perder”. Ele ratificou o que Mariano disse, e salientou a importância da valorização salarial do policial de São Paulo. “A polícia não vai ser forte se o policial não tiver tranquilidade para trabalhar”.

Guardas Municipais

Em sua fala o inspetor Rildo lembrou que a lei 13.022, de 2014, regulamentou o papel da Guardas Municipais, e que isso foi de extrema importância no contexto da segurança pública dos municípios.

“A lei quebra paradigmas, porque havia muito questionamento sobre a atuação das GCM’s. O artigo 3º diz que a GCM tem que preservar a vida. As pessoas pensam que nós estamos ligados ao cuidado do patrimônio, mas nós temos que preservar a vida. Está na lei”, explicou.

Encerrando a primeira parte do evento, que previa a fase de debates, Alexandre Volpiani falou sobre a questão dos Direitos Humanos dentro do tema segurança pública e assim como os outros, defendeu a Educação como pilar da sociedade.

Após as considerações dos debatedores, o evento foi aberto às questões da comunidade e da imprensa presente. O debate foi transmitido ao vivo pelas TVs Interativa, Canal Smart TV e TV Osasco.

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