Estabelecimentos comerciais mudam fachadas depois do prazo

0

Algumas lojas no Calçadão ainda não se adequaram / Foto: Eduardo Metroviche
Algumas lojas no Calçadão ainda não se adequaram / Foto: Eduardo Metroviche

publicidade

William Galvão

A adequação das fachadas comerciais em Osasco, última etapa da Lei Viver Melhor (Cidade Limpa), criada para diminuir a poluição visual e sonora na cidade, está valendo efetivamente desde o último sábado, 1º de junho. Apesar de a maioria dos comerciantes já estarem dentro das normas estabelecidas, alguns ainda estão em fase de adequação.

“Multa pode chegar a 11,3 mil”

publicidade

Segundo a gerente de uma clínica odontológica no Calçadão da Antônio Agu, Mônica Santos, a nova fachada já foi encomendada e será colocada até o final de semana. “A nossa fachada sempre foi pequena. Para chamar atenção nós espalhávamos informativos pelo Calçadão, mas como já temos nossa clientela não vamos sair perdendo com essa lei”, conta.
Na rua Primitiva Vianco, a dona de uma loja de livros e discos usados, Marlene Aparecida Soares, tem utilizado outras estratégias para chamar clientes. “A nossa fachada esta adequada ao tamanho da loja. Como o nosso ramo é meio difícil, fazemos divulgação pela internet e temos cadastro em sites que reúnem várias lojas do segmento para compra online”, explica.

Já Amâncio Menezes, vendedor em uma drogaria no centro que ainda não trocou a fachada, critica a forma com que a lei foi implantada. “Acho importante deixar a cidade menos poluída, mas tivemos problemas para constatar se a fachada estava ou não de acordo. A Prefeitura passou os informativos em folhetos apenas, não houve nada além disso.”
As multas para quem descumprir a lei vão de R$ 2.260 a R$ 11,3 mil.

publicidade

Normas
Estabelecimentos com 5 metros ou menos na frente, a fachada pode ter até 2 metros quadrados. Se a frente tiver entre 5 e 10 m, anúncio de até 3 m², com espaço de 1,25 m nas laterais. Fachadas maiores também têm que obedecer às regras, que podem ser consultadas no site da cidade (osasco.sp.gov.br).

Comentários