Estratégia para desenvolver é fundamental

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Em tempos de Copa do Mundo, os comentaristas esportivos repetem o tempo todo as suas análises sobre a correção ou não das táticas de cada uma das seleções em cada um dos jogos. Muitas vezes se compara, de maneira equivocada, os conceitos de tática e estratégia.

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Perspectivas passam pela construção coletiva

Alguém já disse, de maneira muito correta, que a “quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve’’.
Quando examinamos as diferentes perspectivas do desenvolvimento é essencial considerar a necessidade de construção de uma agenda estratégica. É por isso que quando nos deparamos com as carências, tensões e ambiguidades do cotidiano, essa questão nem sempre parece razoável, e muitas são as situações onde as urgências diárias simplesmente fazem sucumbir as estratégias.
É óbvio que quando falo em estratégia estou me referindo muito mais a uma trilha que um trilho, ou seja, jamais a estratégia deverá ser confundida com “engessamento”.

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Especialmente no tempo da economia globalizada, onde cada vez mais se eleva a concorrência e a competitividade, tornam-se cada vez mais obrigatórias as perspectivas estratégicas.
Em muitas ocasiões há teorias econômicas que sugerem o seguinte: “as melhores soluções serão resultantes de soluções individuais”. Muitas são as ocasiões onde um certo darwinismo social apontará a possibilidade de sobrevivência apenas para os mais fortes. Nada mais ultrapassado e antiquado.

Na atualidade, as perspectivas estratégicas passam muito mais pela construção coletiva e colaborativa do que pela solução individual.
Em Osasco, à frente da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão (SDTI), tenho sempre procurado indicar a necessidade de soluções estratégicas. As táticas nos ajudam a identificar as melhores maneiras de chegar ao caminho, ou seja, as táticas são muito importantes, mas a estratégia é essencial.

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E mais. Quando levantamos temas como o emprego, as potencialidades locais, a economia solidária, entre outras questões, seguramente se faz necessário aprofundar as perspectivas estratégicas.
A materialização de uma agenda estratégica fortalece a perspectiva de construção e de desenvolvimento da vocação local, e seguramente esse será o tema de nossa próxima coluna.
Vamos com fé ao debate!

Mônica Veloso é diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco

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