Fenaban não negocia e greve continua

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bancarioA Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não sentou à mesa de negociações nesta quinta-feira, 22, e a greve continua. Nesta sexta a greve entra no 18º dia e está marcada nova reunião, às 9h30, com o Comando Nacional dos Bancários.

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Ao todo foram fechados 957 locais, sendo 950 agências e sete prédios administrativos, mobilizando cerca de 26 mil trabalhadores. Na quarta, 21, em reunião realizada em São Paulo, a Fenaban apresentou nova proposta para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. O índice de 8,75% para reajustar salários, piso, PLR, vales e auxílios, e sem abono – que representa perda de 1,03% – foi recusado pelos bancários. Os representantes dos trabalhadores questionaram o valor que não repõe a inflação de 9,88% (INPC do período) e reiteraram que querem aumento real.

A presidente do Sindicato, Juvandia Moreira, lembra que os bancos não podem querer impor perdas aos seus empregados. “A greve está forte e continua até que eles entendam isso. Os bancos têm de melhorar essa proposta”, cobra a dirigente. “Outros setores da economia, inclusive prejudicados pela crise internacional como químicos e metalúrgicos, estão pagando aos seus trabalhadores reajuste que cobre a inflação”, disse.

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Negociação
A Federação dos Bancos (Fenaban) apresentou três propostas para a categoria: no dia 25 de setembro, após cinco rodadas de negociação, o reajuste apresentado foi de 5,5% (perda salarial de 4%), com abono de R$ 2.500. Mas não houve mais avanços nas cláusulas sociais. No dia 20 de outubro, o reajuste apresentado foi de 7,5% (perda real de 2,17%), sem abono. Esse índice também incide sobre o piso e parcela fixa de PLR. Também sem avanços nas cláusulas sociais. E dia 21 houve proposta de reajuste de 8,75% (perda de 1,03%), também sem abono.

Públicos
Banco do Brasil e Caixa Federal mantêm a sinalização de retomar as negociações específicas tão logo encerrada a mesa com a Fenaban.

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