Frentistas querem 4% de aumento real

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Auris Sousa

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Em campanha salarial desde janeiro e com data base em 1º de março, os frentistas da região de Osasco ainda não fecharam acordo com os patrões. De acordo com o presidente da Federação dos Frentistas do Estado de São Paulo, Luiz de Souza Arrais, as negociações estão difíceis em todo o país.
“Já estamos na segunda rodada e não chegamos a um acordo que contemple toda a categoria. Os patrões ofereceram 7% de reajuste, mas nós queremos 4% de aumento real (acima da inflação)”, explicou Arrais, que também é diretor do Sindicato dos Frentistas de Osasco e Região.

A falta de consenso, segundo ele, é porque os proprietários dos postos alegam redução nos lucros. “Quanto mais carro, mais consumo e mais lucro. As ruas estão cheias de carros, mas eles [patrões] dizem que o lucro está só com a distribuidora”, contou.

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Além do aumento, a categoria reivindica o direito ao recebimento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) a todos os trabalhadores e o reajuste do vale-refeição. Os sindicalistas esperam fechar o acordo até o fim do mês. Na próxima quarta-feira, 20, mais um encontro acontece entre os representantes dos trabalhadores e dos postos.
“Vamos nos esforçar para que as reivindicações sejam alcançadas. Contamos com a mobilização de todos os trabalhadores, porque a qualquer momento podemos chamá-los para a paralisação”, enfatizou Arrais.

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