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Funcionários do Hospital Municipal de Barueri ameaçam paralisar atividades

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Os servidores contestam a ameaça de demissão em massa e a falta de garantia dos pagamentos das verbas trabalhistas / Foto: Divulgação
O Hospital Municipal de Barueri / Foto: Divulgação

Na assembleia realizada no dia 7, realizada no pátio do Hospital Municipal de Barueri, os trabalhadores aprovaram a paralisação das atividades. Os servidores contestam a ameaça de demissão em massa e a falta de garantia dos pagamentos das verbas trabalhistas.

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A greve deve acontecer, após os três dias de notificação conforme a lei, caso as empresas que administram a instituição e a prefeitura não abram diálogo com o Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimento de Serviços em Saúde de Osasco e Região (Sueessor).

De acordo com o Sueessor, a administradora Hygia informou que não possui dinheiro para saldar as dividas das possíveis rescisões dos contratos de trabalho, FGTS não depositados e demais pendências com os trabalhadores.

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O Sindicato também informou que a Associação Paulista para do Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que assumirá a administração do Hospital, alegou que não vai assumir o pagamento dos direitos trabalhistas, assim como a prefeitura de Barueri.

Nesta terça, 11, haverá um ato, organizado pelo Sueessor em frente ao Hospital, a partir das 07h.

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Administração do Hospital

 

Em nota, o Instituto Hygia informou que não é responsável pela administração do Hospital Municipal de Barueri desde  7 de março de 2016, devido a intervenção da prefeitura que assumiu o comando do órgão, conforme decreto municipal 8.314/2016.

Em um trecho da nota, a empresa destaca que “todos os recursos enviados pela prefeitura ao HMB passaram a ser controlados exclusivamente pelos interventores, que foram indicados pelo então prefeito Gil Arantes. É importante ressaltar que ao Hygia foi negado o direito de ter uma comissão para acompanhar os atos da intervenção.”

No texto, o instituto também informa que desde que 2015 a gestão do Hospital era realizada pelo superintende Luiz Teixeira da Silva Junior, indicado pelo ex-prefeito Gil Arantes.

“A partir de então, foi sonegada ao Hygia a apresentação de documentos contábeis, relação de pagamentos, balanços e análise da situação fiscal, mesmo depois de diversas solicitações feitas pelo Instituto.”

Dívidas 

Na época da intervenção, a Hydia informou que havia uma dívida de R$ 30 milhões. Após três meses da ação dos interventores, em junho de 2016, a dívida estimada era de R$ 45 milhões. Segundo a nota, o atual prefeito Rubens Furlan fala em débito de R$ 100 milhões.

Demissões dos servidores

O Instituto Hygia afirmou que no período de gestão do Hospital de Barueri, nunca atrasou o pagamento de salários dos funcionários e destaca ser “contra a atitude do atual prefeito que, de forma insensata, quer demitir mais de 1.300 funcionários do HMB, colocando em risco o futuro dessas pessoas e de suas famílias.”

 

 

 

 

 

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