Fundação do ABC assume gestão do Hospital Central Antonio Giglio

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Uma das metas é ampliar o número de internações de 700 para 1.300 por mês / Foto: Filipe Nunes
Uma das metas é ampliar o número de internações de 700 para 1.300 por mês / Foto: Filipe Nunes

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Caracterizada como pessoa jurídica de direito privado e entidade filantrópica, a Fundação do ABC (FUABC) dará início, na segunda-feira, 27, ao sistema de gestão compartilhada do Hospital Central Antonio Giglio, de Osasco, com acompanhamento da Secretaria Municipal de Saúde.

“Nossa missão será otimizar os recursos”

Com 187 leitos e 820 funcionários diretos vinculados à FUABC, o Antonio Giglio conta com pronto-socorro adulto e infantil e mantém leitos de internação em clínica médica, clínica cirúrgica, ortopedia e pediatria, além de contar com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e infantil.

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“Nossa missão será otimizar os recursos e oferecer atendimento de ponta aos munícipes a partir de gestão compartilhada [com a administração municipal], baseada em metas e indicadores de qualidade e produtividade”, explica o presidente da FUABC, Marco Antonio Santos Silva. “Iniciaremos os trabalhos já com o desafio de ampliar o número de internações das atuais 700 para 1.300 por mês”.

Além do acréscimo nas internações, outra meta da nova gestão é otimizar os leitos do pronto-socorro e da sala de observação, a fim de viabilizar a criação de uma enfermaria de Saúde Mental com 10 leitos. A parceria da Prefeitura com a FUABC ocorre após a entidade vencer um processo licitatório.
A implantação do novo modelo de gestão do hospital já havia sido tentada pela Prefeitura de Osasco em 2009, mas na época o processo de escolha de organização para fazer a gestão da unidade foi barrado na Justiça por um movimento contrário à medida.

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Modernização da unidade

O diretor executivo de qualidade da Fundação do ABC, Murilo Dib, diz que o novo modelo de gestão do Hospital Antonio Giglio “será guiado por indicadores, com foco nos resultados”. “Buscaremos atingir as metas assistenciais estabelecidas, priorizando a humanização do atendimento e a qualidade do serviço”.

“Para que as mudanças sejam possíveis, vamos informatizar o hospital, desde as áreas administrativas, como faturamento e recursos humanos, até os setores assistenciais, com implantação de prontuários eletrônicos, agendas e controle de vagas, por exemplo. Essas medidas darão transparência à gestão e integrarão a unidade ao sistema de saúde do município, garantindo melhor controle geral das vagas, maior agilidade nos agendamentos, melhor controle do estoque, otimização de recursos e maior acurácia no faturamento”, explica Dib.

18,7 mil consultas por mês

O hospital deverá realizar mensalmente 18.750 consultas em Urgência e Emergência, assim como 60.410 exames mensais.
Entre os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico estão exames laboratoriais de hematologia, bioquímica, análises de amostras biológicas (urina, fezes, secreções e liquor, por exemplo), imunoquímicos, hormonais, microbiologia, anatomia patológica e parasitologia. No campo de imagem, o parque tecnológico oferece raio-x, tomografia, ultrassom, endoscopia e doppler.

Servidores efetivos serão remanejados

Na quarta-feira, 22, representantes do Sindicato dos Servidores de Osasco e Região (Sintrasp) se reuniram com o secretário da Saúde de Osasco, José Amando Mota, para discutir o remanejamento dos servidores efetivos do Hospital Antonio Giglio diante do início do novo modelo de gestão da unidade, em parceria com a Fundação do ABC.
O vice-presidente do Sintrasp, Toninho do Caps, falou em clima de apreensão dos servidores devido às informações desencontradas. “O sindicato precisava saber se a proposta do secretário em conduzir o processo junto ao sindicato, para preservar os direitos dos funcionários, será mantida. Segundo o secretário, o acordo está de pé”.

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