Gil diz que denúncia é frágil e feita pela oposição

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Ao lado do vice Jaques Munhoz, Gil Arantes concede no gabinete entrevista coletiva à imprensa regional / Foto: Jeferson Martinho
Ao lado do vice Jaques Munhoz, Gil Arantes concede no gabinete entrevista coletiva à imprensa regional / Foto: Jeferson Martinho

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Fernando Augusto

De volta ao cargo desde o dia 12, o prefeito de Barueri, Gil Arantes (DEM), atribuiu seu afastamento do cargo por 16 dias – após decisão liminar do Tribunal de Justiça (TJ-SP) – a denúncias feitas pela oposição. Sem citar nomes, Arantes disse que a oposição “até hoje não aceita ter perdido as eleições”.

Prefeito voltou ao cargo dia 12

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Em entrevista concedida na quarta-feira, 18, o prefeito disse que a denúncia do Ministério Público que levou à abertura de um processo criminal contra ele é frágil. “A denúncia é uma ilação e não tem nenhuma prova. É uma denúncia frágil”, afirmou. O TJ decidiu afastá-lo do cargo no dia 24 de fevereiro, sob o pretexto de que poderia influir nas investigações, já que testemunhas são servidores da prefeitura. Na noite do dia 11, decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, o reconduziu ao cargo.

Gil se defendeu da denúncia de um suposto esquema de venda superfaturada de terrenos desapropriados pela prefeitura durante suas gestões anteriores, entre 1997 e 2000 e de 2001 a 2004. “Fiz em oito anos mais de 200 desapropriações e foi o período em que a cidade mais cresceu”, disse. Segundo ele, a valorização de alguns terrenos é movimento normal do mercado.
Além de comentar o afastamento e as denúncias, Gil Arantes falou sobre a queda de arrecadação no município, assunto que foi tratado pelo vice-prefeito, Jaques Munhoz (PTB), em entrevista ao Visão Oeste na semana passada, quando estava exercendo o cargo de prefeito. Segundo Arantes, Barueri arrecadou em 2014 cerca de R$ 50 milhões a menos que o previsto e, para este ano, a previsão é de um queda um pouco maior, da ordem de R$ 55 milhões, o que deve gerar cortes na administração.

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O prefeito disse que já começou a cumprir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público em 2012, que determina a redução na quantidade de funcionários em cargos comissionados, ou seja, sem a realização de concursos públicos. “As exonerações estão sendo feitas baseadas em estudo da FGV”, disse Gil, que criticou a atuação da administração anterior: “o TAC não foi cumprido pelo prefeito na época, tanto que foi multado”, alfinetou.

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