Artigo – Governo do estado dá uma aula de preconceito

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Fláudio Azevedo Limas – vice-prefeito de Itapevi e diretor da Apeoesp

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Novamente, o governo do estado mostra seu desrespeito, e preconceito, ao reprovar na perícia médica do Estado duas professoras por serem obesas. As professoras Marley dos Santos de Moraes, 37, e Maria Aparecida Lorenzetti da Silva, 53, de Itapevi, foram aprovadas no último concurso da Secretaria de Estado da Educação. Por estarem acima do peso, o estado fechou para elas a oportunidade de permanecerem no mercado de trabalho e estarem em condições psicológicas e mentais de buscarem reverter essa situação. Esses não são os primeiros casos da truculência tucana.

Como diretor da Apeoesp, o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo, repudio tal ação. No concurso passado já houve problema semelhante, mas a Apeoesp entrou na Justiça e o governo foi obrigado a contratar os educadores. Não tenho dúvidas de que essas duas professoras também serão contratados, por força da lei.
Mas isso é discriminação. As pessoas não são magras ou gordas por livre e espontânea vontade, existe uma campanha intensa no país de combate à obesidade e é uma violência do governo do estado não permitir que essas pessoas tenham acesso à vaga conquistada por meio de concurso.

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Muitas vezes, esses educadores estão com o peso acima do desejado porque têm uma vida estressante, com péssimas condições salariais e falta de estrutura para lecionar em sala de aula. Eles não têm tempo para fazer uma atividade física e saudável que possa lhes dar qualidade de vida.
Estar acima do peso não significa que a pessoa não está apta para o trabalho. E nós vamos lutar para que, além de exigir a contratação, o governo pague pelos danos morais causados a essas duas profissionais.

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