Histórica greve de Osasco completa 47 anos

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Greve da Cobrasma foi reprimida pelo governo militar com violência e prisões / Foto: Arquivo

Greve da Cobrasma foi reprimida pelo governo militar com violência e prisões / Foto: Arquivo
Greve da Cobrasma foi reprimida pelo governo militar com violência e prisões / Foto: Arquivo

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Completou 47 anos nesta quinta-feira, 16, a histórica greve dos metalúrgicos de Osasco iniciada na Cobrasma em 1968. A mobilização foi um dos primeiros atos de resistência após o início da ditadura militar, em 1964.

A paralisação ocorreu, além da Cobrasma, em empresas como Lonaflex, Braseixos, Barreto Keller, Fósforos Granada. A greve foi fruto do trabalho conjunto entre comissão de fábrica da Cobrasma, Sindicato dos Metalúrgicos, Frente Nacional do Trabalho, operários e estudantes. Na Cobrasma, o movimento começou pouco após as 8 da manhã, ao toque do famoso apito, que deflagrou a ocupação da fábrica.

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Naquele mesmo dia a greve foi declarada ilegal pela Delegacia Regional do Trabalho. À noite, a fábrica foi invadida pelo aparato militar, que obrigou os trabalhadores a deixar o local e prendeu dezenas de operários.

Dois dias depois, a sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região foi invadida pela polícia, que prendeu os trabalhadores que resistiam à repressão. A entidade ficou sob intervenção.

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As lideranças dos trabalhadores da Cobrasma foram demitidas pela empresa, incluindo o então presidente do Sindicato, José Ibrahin. Mas o movimento se alastrou pela cidade por cerca de um mês.

A perseguição aos trabalhadores que ousaram lutar, também é um dos principais assuntos da CMVO (Comissão Municipal da Verdade de Osasco), que obteve relatos de trabalhadores sobre perseguições com listas sujas que impediam a recolocação profissional, a prisão devido a militância política e a perseguição a familiares.

Aniversário é lembrado durante assinatura de cooperação com a OIT

O aniversário de 47 anos da histórica greve de 1968 foi marcado em Osasco pela assinatura de um Termo de Cooperação Técnica entre a prefeitura e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a elaboração, promoção e implementação de uma Agenda de Trabalho Decente na cidade, e que será executada em parceria com organizações de empregadores e de trabalhadores. (Leia mais aqui)

“Nós quisemos usar essa data para marcar essa simbologia e homenagear os trabalhadores de Osasco que, naquele momento [da greve de 1968] já tinham uma pauta que olhava para condições dignas, justiça social, democracia. O conceito do trabalho decente está embutido neste processo histórico da luta dos trabalhadores. Em particular, especialmente hoje, dos trabalhadores da cidade de Osasco”, disse a secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco, Mônica Veloso.

A OIT define o conceito de Trabalho Decente como “adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna”.

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