Ju França: Quem trabalha com pornô, precisa amar o que faz

Ju França: Quem trabalha com pornô, precisa amar o que faz

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A indústria pornográfica nunca foi tão vazia, pobre e regressa. Antes, os atores ganhavam bem, eram mais seletos, eram mais bonitos e de certa forma, mais valorizados profissionalmente. Atualmente, conseguem arrecadar menos de 22% dos filmes e ainda são expostos em plataformas gratuitas sem sua permissão.

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O Xvideos é uma dessas plataformas, disponibiliza em torno de 17,2 milhões de vídeos, gratuitos. Muitos desses vídeos são gravados por diretores que filmaram as cenas com suas câmeras. Por vezes, câmeras sem muita resolução, pois os profissionais responsáveis pela captura do vídeo tiveram de ser dispensados por conta da falta de verba.

As atrizes, tomam um medicamento indicado para mulheres que estão em trabalho de parto, para relaxarem os músculos e anestesiar, possibilitando o sexo anal, caso nunca tenham praticado (é comum que muitas atrizes tenham experiências novas nos sets de filmagem).

Os atores tomam algo que os fazem ter aproximadamente cinco horas seguidas de ereção com o pênis anestesiado. Muitas vezes você se toca e goza vendo casais anestesiados e dopados. Talvez, nem ao menos se cumprimentaram antes de começarem as cenas.

Nada natural, sem sincronia, sem tesão. Uma atuação que literalmente, os invade, os agridem. É possível gostar de acordar às 3hrs da manhã para ter relações sexuais com alguém que nunca viu na vida, frente à uma câmera, suspirando mecanicamente e não arrecadando quase nada?

Talvez seja, na verdade sim. Se não fosse, não surgiriam mais vídeos novos em alta definição. Eles precisam gostar. Seja do exibicionismo ou da possível adrenalina de se relacionar com várias pessoas desconhecidas. Seja lá o que for, precisam gostar, precisam amar. O pornô em si, é uma das mentiras que mais levaram a sério em toda a história.

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