Ladras seduziam, dopavam e “faziam a limpa” em idosos

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idoso
Reprodução / Pixabay

Criminosos presos pela Polícia Civil de São Paulo na “Operação Melhor Idade” são acusados de doparem idosos com remédios controlados para cometer furtos. Uma das vítimas morreu após tomar, sem saber, os medicamentos controlados.

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Nesta sexta-feira (4), policiais civis prenderam um homem de 37 anos que trabalha como técnico de enfermagem em Sorocaba (SP), suspeito de vender remédios controlados para duas mulheres que doparam e furtaram cerca de 15 idosos. Elas foram presas no dia 13 de agosto.

Na casa dele, foi apreendida uma grande quantidade de medicamentos controlados, como Clonazepan, Diazepam, Lorazapan, Tramadol, morfina e diversas marcas de antibióticos. Ele foi autuado em flagrante delito pelo crime de tráfico de drogas. O hospital onde ele trabalha informou que ajudará a Polícia Civil nas investigações, abrirá uma sindicância e afastou temporariamente o funcionário.

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Segundo a Polícia Civil, nos furtos, as ladras abordavam os idosos nas ruas ou próximo a agências bancárias, oferecendo sexo em troca de dinheiro. Depois, ofereciam às vítimas uma mistura de remédios e refrigerantes, até que os idosos ficassem dormentes, momento que levavam tudo o que era possível.

Após três meses de investigações, no último dia 13 de agosto, duas mulheres, de 24 e 44 anos, foram presas suspeitas de doparem e furtarem pelo menos 15 idosos em Itapetininga, no interior paulista, e região.

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Morte

Na Delegacia, questionadas sobre um idoso de 78 anos, desaparecido há mais de 20 dias, elas confessaram que depois de darem tranquilizantes a ele e furtarem R$ 260, perceberam algo estranho e resolveram deixar o homem num canavial, em Cesário Lange, onde seu corpo foi encontrado pelos policiais civis em avançado estado de decomposição.

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