Lapas defende finaciamento público

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“Muitas das coisas que os manifestantes pediam foram atendidas” / Foto: Eduardo Metroviche
“Muitas das coisas que os manifestantes pediam foram atendidas” / Foto: Eduardo Metroviche

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Leandro Conceição

Durante evento da AACD de Osasco na quarta-feira, 26 (leia na página 5), o prefeito de Osasco, Jorge Lapas (PT), defendeu que o financiamento público de campanhas seja o principal ponto da reforma política que foi colocada em debate pela presidente Dilma Rousseff após as manifestações realizadas por todo o país.

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“O principal ponto é o financiamento público das campanhas, para não se gastar tanto dinheiro alguns quererem compensar o que gastaram depois de eleitos”, analisou o prefeito de Osasco, em entrevista ao Visão Oeste.
Ele também defende mecanismos para “o fortalecimento dos partidos, das instituições, porque quando você vota no partido, vota num projeto e acredito nisso”.

Questionado sobre se prefere plebiscito ou referendo para nortear a reforma política, Jorge Lapas diz que prefere a primeira opção. “É mais amplo. Agora, precisamos discutir como vai ser feito, qual serão as perguntas, para definir quais os reais anseios da população”.

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O prefeito de Osasco elogiou a reação da presidente Dilma Rousseff às manifestações, ao propor a adoção de cinco pactos nacionais (por reforma política, responsabilidade fiscal, saúde, transporte e educação), na segunda-feira, 27.
“A presidente Dilma acertou na demonstração da importância da participação popular. Esses jovens que estão nas ruas querem participar. Os cinco pontos do pacto são medidas interessantes”.

Cidade tem manifestação marcada para esta sexta

Com a redução no preço das tarifas de ônibus em diversas cidades e a queda na Câmara dos Deputados da PEC 37, que limitava o poder de investigação do Ministério Público, o prefeito de Osasco, Jorge Lapas, acredita que as manifestações devem diminuir nos próximos dias.

“Muitas das coisas que eles pediam foram atendidas. A PEC 37 saiu da pauta, houve a redução da tarifa de ônibus… Acredito que o movimento deve diminuir, mas vou estar sempre aberto ao diálogo”.
Em Osasco, foi realizado protesto na última sexta-feira, 21, e uma nova manifestação estava marcada por meio da rede social Facebook para a tarde desta sexta, 28, com concentração em frente à Estação Osasco da CPTM. Até a noite desta quinta, 10.129 pessoas haviam confirmado presença. Entre as pautas, passe livre estudantil e bilhete único.

Plebiscito ganha força na base aliada

Os partidos da base aliada se reuniram nesta quinta-feira, 27, com a presidente Dilma Rousseff e a maioria teria chegado a um acordo sobre a realização de um plebiscito para nortear os rumos de uma reforma política. Já a oposição defende que seja realizado um referendo para definir os temas da reforma.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na reunião desta quinta foram apontados dois temas considerados essenciais para o plebiscito: o financiamento de campanha e o sistema de votação eleitoral.
“O plebiscito é um instrumento muito importante de participação popular na reforma política. Ele não permitirá discutir todas as questões porque é uma matéria extremamente complexa, mas povo decidirá os pilares da reforma”, disse Mercadante.
A ideia do governo, é que, após o plebiscito, os resultados sejam respeitados pelo Congresso, que terá a missão de consolidar as eventuais mudanças.

Referendo
Os partidos de oposição divulgaram nota nesta quinta defendendo que seja realizado um referendo e, não um plebiscito, sobre a reforma política.
“Somos favoráveis à consulta popular. Mas não sob a forma plebiscitária do sim ou não. Legislação complexa, como a da reforma política, exige maior discernimento, o que só um referendo pode propiciar”, diz o texto, assinado pelos presidentes do PSDB, Aécio Neves, DEM, José Agripino, e PPS, Roberto Freire.

Já o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu que o plebiscito “é a melhor alternativa porque permite que a população, já de imediato, debata as teses e fixe as diretrizes necessárias e indispensáveis para a elaboração dos textos”. (Com Agência Brasil)

Comentários

1 COMENTÁRIO

  1. no meu ponto de vista ser politico e trabalhar para o bem comum mas o que vejo e o proprio interece de cada um pra si e Deus pra todos em osasco na camara tem gente que não sai de la ha decadas por causa da manipulacão e isso tem que ter um fim nessa reforma politica

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