Líder do PT manifesta respeito e solidariedade a João Paulo Cunha após renúncia

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Foto: Eduardo Metroviche

Agência Brasil

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O líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho Alves (SP), divulgou nota pública na qual manifesta, em nome da bancada petista, “respeito e solidariedade” ao deputado João Paulo Cunha (SP) por sua renúncia, na noite de sexta-feira, 7.

Deputado está preso desde a semana passada após condenação no "mensalão"
Deputado está preso desde a semana passada após condenação no “mensalão”

“Reiteramos ainda que João Paulo terá o nosso apoio em todas as iniciativas que vier a tomar para demonstrar os equívocos, erros e omissões que permearam seu julgamento no âmbito da Ação Penal 470”, diz a nota.

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Em breve texto enviado à Câmara, João Paulo declarou: “É com a consciência do dever cumprido e baseado nos preceitos da Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que eu renuncio ao meu mandato de deputado federal”.

Em entrevista à Agência Brasil, Vicentinho disse que soube da renúncia minutos antes de a carta ser entregue pelo advogado Luiz Eduardo Yukio Egami ao secretário-geral da Câmara, Mozart Vianna de Paiva.

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“Eu estive com ele, nós conversamos pouco sobre isso. Eu voltei a manifestar nosso profundo respeito por ele, nossa solidariedade”, disse o líder. “Não sei o que motivou essa decisão, foi o mesmo caminho pelo qual optaram Genoíno e os outros”.

João Paulo Cunha que está cumprindo pena de 6 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva e peculato na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Ele também foi condenado no processo do mensalão por lavagem de dinheiro, mas está recorrendo com um embargo infringente que ainda não foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal.

Como tem direito a regime semiaberto, o deputado chegou a cogitar a possibilidade de continuar trabalhando na Câmara durante o dia e voltar para dormir na Papuda à noite.

Os advogados de João Paulo apresentaram esse pedido na semana passada na Vara de Execuções Penais de Brasília. Uma reunião para discutir a abertura de processo de cassação contra ele tinha sido marcada entre os membros da Mesa Diretora da Câmara para esta terça-feira, 11.

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