Luz, câmera e ação em Taboão da Serra

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Longa de Ely Nunes (detalhe) deve ficar pronto em sete meses / Foto: Divulgação
Longa de Ely Nunes (detalhe) deve ficar pronto em sete meses / Foto: Divulgação

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Leandro Conceição

As ruas de Taboão da Serra são cenário do primeiro longa-metragem rodado na cidade. Atores e técnicos voluntários da região driblam a falta de recursos para filmar Charuto Cubano, do diretor e roteirista Ely Nunes.
Será um filme cheio de ação, com uma trama que envolve corrupção, intrigas e interesses escusos, diz a sinopse. “Situações normais que acontecem diariamente por todo o país”, afirma o diretor.
De acordo com Nunes, o projeto nasceu “de um grupo formado após algumas tentativas de trazer cinema, criar um pólo cinematográfico em Taboão”.

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“Queremos nos destacar nos festivais”

Foram nove meses de preparação e pesquisa para as filmagens, que começaram dia 13. A conclusão deve levar de seis a sete meses. “A gente tem que conciliar o tempo das pessoas, que são voluntárias, com a ideia do filme. Não é um projeto rápido”.
Mesmo diante da falta de recursos, o diretor tem pretensões ambiciosas para Charuto Cubano. “É um filme para festivais. A intenção é trazer nome, agregar valor. Queremos nos destacar nos festivais e depois vender para algum canal de TV, não só fazer por fazer”, destaca. A expectativa é que em um ano o filme seja disponibilizado ao público em geral.

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Atualmente, 48 pessoas, entre atores, figurantes e técnicos voluntários envolvidos no projeto, segundo Nunes.
A produtora World Produções, responsável pelo longa, busca patrocínios para a realização do filme.
“Há muitos voluntários, mas a locação de equipamentos, a alimentação do pessoal, geram custos. Fazer cinema é muito complicado”, afirma Ely Nunes.

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