Mandato coletivo AtivOz discute políticas para a população LGBTQIA+ em Osasco

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Divulgação/CMO

Na última quinta-feira (10), integrantes do mandato coletivo AtivOz, representado pela vereadora Juliana da AtivOz (PSOL), reuniram-se com personalidades LGBTQIA+ de Osasco. Em pauta, projetos e ações em defesa da comunidade.

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Higor Andrade, covereador da AtivOz, destacou um projeto de lei que garante o direito ao uso dos banheiros públicos por travestis, transexuais e intersexo de acordo com sua identidade de gênero. “Em 2021, essas pessoas ainda são impedidas de usar o banheiro, inclusive dentro de seus locais de trabalho. Estamos lutando pelo básico. Falamos de saúde pública”, afirma.

Ele também citou o projeto de lei que institui no Calendário Oficial de Osasco o Dia Marielle Franco, de enfrentamento à violência política contra mulheres negras, LGBTQIA+ e periféricas.

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Estavam presentes no encontro ativistas e representantes de cada letra da sigla LGBTQIA+, como o Fórum LGBT+ da AtivOz, a CAD – Comissão de Atenção à Diversidade Sexual e de Gênero, a ATTO – Associação das Transexuais e Travestis de Osasco e o projeto social Canto Íris.

Mês do Orgulho LGBTQIA+

A reunião ocorreu no Mês do Orgulho LGBTQIA+, movimento mundial para celebração da diversidade, luta a favor de direitos básicos e contra a homofobia. O mês faz referência à Revolta de Stonewall, ocorrida em Nova York em junho de 1969, quando um grupo resolveu enfrentar a violência policial constantemente sofrida pelos homossexuais. Liderando a ação, estava Marsha P. Johnson, uma mulher transgênero negra.

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O levante não foi o primeiro a ocorrer, mas é considerado um dos mais importantes marcos da organização coletiva LGBTQIA+ no enfrentamento de violações, luta por equidade e direitos humanos.

A homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há 31 anos e os crimes motivados por LGBTfobia foram criminalizados há apenas dois anos, sendo que o Brasil é hoje o país que mais assassina pessoas LGBTQIA+ em todo o mundo, seguido pelo México e Estados Unidos.

“Precisamos de políticas para que isso não aconteça mais, para que os direitos e a segurança da população LGBTQIA+ sejam garantidos. Junho é o mês de revolução desta comunidade. Continuamos na luta por moradia, educação e pela vida. Estamos na luta pelos direitos constitucionais de todas as pessoas”, ressalta Andrade.

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