Mapeamento cerebral e de consciência podem melhorar comunicação, diz coaching

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Karen Gimenez
A coach e consultora Karen Gimenez / Foto: divulgação

Karen Gimenez
A coach e consultora Karen Gimenez / Foto: divulgação

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Dizem que quando duas pessoas estão conversando, há três verdades no ar. A verdade de cada um dos integrantes do diálogo e aquela baseada nos fatos. Essa trilogia de versões é um dos principais problemas na comunicação dentro das empresas e até nas relações pessoais.

Isso porque, segundo o psicólogo norte-americano Clare Graves, as pessoas têm níveis de consciência diferentes que funcionam como “filtros” na interpretação das mensagens e situações.

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Chamada de “dinâmica em espiral”, a teoria de Graves mostra – por meio de oito cores que representariam a evolução da consciência humana – como os níveis de consciência refletem no cotidiano do homem do século 21.

“A escala definida por Graves vai desde a percepção mais tribal, representada pelo bege, até o pensamento globalizado, holístico e focado no desenvolvimento da humanidade como um todo, simbolizado pelo turquesa. As pessoas costumam ter até sete desses níveis em sua fase adulta, em graduações que variam de pessoa para pessoa. E justamente essas graduações que influenciam profundamente na percepção”, explica a coach e consultora Karen Gimenez.

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Diretora da CCS – Coaching, Comunicação e Sustentabilidade, ela utiliza os níveis de consciência com seus clientes tanto nos processos de coaching quanto em trabalhos de consultoria.

A influência na percepção

Os níveis de consciência são medidos por meio de testes cujas respostas equivalem a pontos que vão compor o perfil de cada indivíduo.

Não há certo nem errado. Funcionam apenas como indicadores para o mapeamento da consciência. Em termos bem gerais, quem tem, por exemplo, nível de consciência dominante da cor azul, costuma valorizar demais organização, disciplina e ter moral muito rígida.

Já os grandes empresários costumam ter o laranja como nível de consciência predominante, pois indica uma mente voltada aos negócios e com visão de longo prazo.

“O mapeamento de níveis de consciência é um pouco mais complexo do que simplesmente seguir uma tabela de cores. Algumas pessoas têm várias cores em intensidades parecidas no seu perfil, uma influenciando diretamente a outra”, explica Karen.

“Com isso, é possível entender de que maneira as pessoas processam as informações que chegam e, porque motivo, em uma determinada situação, um detalhe é tão importante para uma pessoa e pouco para outra. Por outro lado, se essas duas cores forem equilibradas no mapa de um mesmo indivíduo, o perfil pode ser de alguém que defende o meio ambiente com atitudes inconsequentes e impensadas”, avalia a coach.

“Conhecer seus níveis de consciência é uma maneira de entender melhor a si mesmo e procurar calibrar seus comportamentos. É claro que há outros fatores que influenciam, mas os níveis de consciência são como um filtro pelo qual os acontecimentos passam antes de chegar à mente”, acrescenta.

Melhor aproveitamento das equipes

Nas equipes de trabalho, conhecer os níveis de consciência de cada integrante ajuda muito a reduzir conflitos e melhorar a produtividade. Torna-se possível mapear melhor a divisão de tarefas, planejar o estilo de comunicação e as formas de reconhecimento mais eficazes, tanto para o grupo como um todo quanto individualmente.

Os níveis de consciência costumam ser utilizados em conjunto com outra ferramenta que é a de mapeamento cerebral. Também a partir de questionários comportamentais, o mapeamento cerebral indica diversos aspectos relacionados ao tipo de raciocínio de cada individuo.

É possível saber se o profissional privilegia o raciocínio lógico, o criativo, o analítico, entre outros.

Só terapeutas e coaches conseguem analisar os níveis de consciência e o mapeamento cerebral. Por mais que elas remetam a cálculos matemáticos, implicam em análises profundas, diferentemente de algumas ferramentas de Recursos Humanos em que o próprio sistema calcula o perfil.

“São cálculos manuais que implicam em relacionar muitos fatores, com muitas nuances cada. Jamais um computador conseguiria emitir um parecer”, conclui Karen.

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