Mercado derrapa com queda de confiança do consumidor

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Resultados do quadrimestre preocupam, mas “preços não vão despencar”, diz analista / Foto: Reprodução
Resultados do quadrimestre preocupam, mas “preços não vão despencar”, diz analista / Foto: Reprodução

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Na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a Capital, foram vendidas 10.203 unidades residenciais novas, de janeiro a abril, de acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

“É cedo para apontar tendência”, diz economista

O resultado para o mês de abril ficou abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. Em abril de 2013 foram vendidas 4.803 unidades novas, ante somente 2.898 em abril deste ano, uma queda de 39%. Mesmo assim, os resultados do primeiro quadrimestre do ano ainda não representam uma tendência de queda no setor, segundo o economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci. “Ainda é cedo para se traçar alguma tendência, mas o comportamento registrado até agora aponta para um ano de interferência negativa da percepção dos rumos da macroeconomia na decisão da compra. Afinal, os índices de confiança dos consumidores vêm caindo e a inflação persiste em permanecer próxima do teto da meta do governo”, diz o especialista.

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Nos municípios da Região Metropolitana a queda nas vendas em abril aconteceu principalmente nos imóveis de 2 e 3 dormitórios. Nesta faixa a queda foi de 54% e 42%, respectivamente. Só foi registrada alta nas vendas (18,5%) dos imóveis de 1 dormitório.
O economista-chefe do Secovi diz que a questão que se levanta é se os preços dos imóveis novos continuarão a subir mais do que a inflação. “Pelo menos nesses quatro meses, percebe-se que o valor das unidades novas lançadas está alinhado com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso significa um aumento aproximado de 3% no preço médio do metro quadrado”, explica Celso Petrucci.

O presidente do Secovi, Claudio Bernardes, diz que o setor vive um ano atípico, mas que “não há lógica alguma para comentários extremamente pessimistas de analistas que insistem em afirmar que, depois da Copa, os preços dos imóveis vão despencar. Isso não vai acontecer, apesar do clima de apreensão e pessimismo”.

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Variação do aluguel fica próxima ao IGP-M

Os contratos de aluguel residencial firmados em maio na cidade de São Paulo registraram variação média de 0,6%, em comparação com os valores observados em abril, de acordo com pesquisa realizada pelo Secovi. Considerado o comportamento dos últimos 12 meses, o aumento é de 7,9%, variação muito próxima aos 7,8% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) no período.
“Já prevíamos que, no decorrer deste ano, as variações acumuladas dos aluguéis residenciais novos e do IGP-M, que corrige a maioria dos contratos de locação em andamento, se aproximariam. É possível que, nos próximos meses, o IGP-M até fique levemente superior aos índices acumulados de variação do aluguel novo”, analisa Walter Cardoso, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP.

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