Mesmo com escolaridade, desemprego entre pessoas com deficiência é alto

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Encontro do Espaço da Cidadania no auditório do Dieese

Encontro do Espaço da Cidadania no auditório do Dieese

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Auris Sousa

Embora as pessoas com deficiência tenham níveis de escolaridade semelhante à média da população, a taxa de desemprego entre elas continua alta. A constatação foi apresentada na quinta-feira, 22, durante o 5º Encontro Anual do Espaço da Cidadania – ação social apoiada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região – e seus parceiros pela inclusão, que aconteceu no auditório do Dieese, em São Paulo.

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O estudo foi feito pelo Espaço da Cidadania com base no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e nos resultados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do mesmo ano.
De acordo com dados do IBGE, no estado de São Paulo, ao menos 2,6 milhões de pessoas com deficiência que podem atuar no mercado formal de trabalho têm ensino médio ou superior completo. Esse número é 3,1 vezes superior ao de pessoas com deficiência não alfabetizadas. No entanto, segundo dados da RAIS, apenas 100.305 trabalhadores com deficiência estão no emprego formal. Em âmbito nacional, 10,2 milhões de pessoas com deficiência têm ensino médio ou superior completo, mas apenas 306.013 atuam no emprego formal.

Para o coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Aparício Clemente, que também é vice-presidente dos Metalúrgicos de Osasco e Região, com os dados do IBGE é possível derrubar barreiras contra a inclusão de pessoas com deficiência. “A desculpa de que não existem pessoas com deficiência aptas para o trabalho é um mito, os números comprovam isso”, avalia.

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Especialistas querem maior divulgação

Em sua fala durante palestra sobre os resultados da RAIS, Alexandre Guerra, economista e coordenador do Observatório do Trabalho de Osasco e Região, destacou a importância de tornar as informações do relatório ao alcance de todos. “Temos que lutar para que as informações sejam democratizadas”, enfatizou.O mesmo foi defendido por Carlos Aparício Clemente, que considera a luta e a informação as principais ações a favor da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e em todas as esferas da sociedade. “Temos que trabalhar com o conhecimento para acabar com o preconceito”, defendeu.

O encontro abordou diversas informações, entre elas: fiscalização da Lei de Cotas, Cenário da Deficiência nas Negociações Coletivas de Trabalho, Plano Viver Sem Limites. Autoridades, empresas, especialistas, sindicalistas e militantes pela inclusão de pessoas com deficiência participaram do encontro.

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