Metalúrgicas da região de Osasco cumprem 82,4% da Lei de Cotas

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Estudo foi apresentado no último dia 27 em Osasco / Foto: Eduardo Metroviche

Estudo foi apresentado no último dia 27 em Osasco / Foto: Eduardo Metroviche
Estudo foi apresentado no último dia 27 em Osasco / Foto: Eduardo Metroviche

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Auris Sousa

Pesquisa divulgada na quarta-feira, 27, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e pela Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco, mostra que das 952 vagas geradas pela Lei de Cotas nas metalúrgicas da região de Osasco, 784 estavam preenchidas em 2012. O número significa 82,4% das vagas ocupadas por metalúrgicos com deficiência.
Este foi o sétimo estudo realizado pela entidade sobre o assunto. Segundo o levantamento, 38,5% das metalúrgicas cumpriram 100% da lei ou contrataram além da previsão legal. Enquanto isso, no mesmo período, 7% das metalúrgicas não tinham sequer um trabalhador com deficiência em seus quadros.

Quase 40% cumpriram a Lei completamente

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Além disso, a pesquisa aponta que o setor automotivo é um dos que mais contrataram na região. Em 2012, o segmento ultrapassou o número de vagas reservadas pela Lei de Cotas, ao contratar 332 pessoas com deficiência, quando o estipulado era de 308. Isso representa 107,8%.
Para o vice-presidente do Sindicato, Carlos Aparício Clemente, que também é coordenador do Espaço da Cidadania – rede social apoiada pelo Sindicato voltada para a promoção da inclusão na sociedade, especialmente, no mercado de trabalho -, a pesquisa mostra que a inclusão é possível. “O objetivo do Sindicato é transformar o setor metalúrgico em um ambiente em que todos podem trabalhar, independente do sexo, cor e se tem deficiência ou não”, explicou Clemente.

Durante a divulgação, o coordenador de Políticas Públicas da Gerência Regional do Trabalho, Ronaldo Freixeda, disse que existe uma desculpa eterna das empresas para não contratar pessoas com deficiência, mas que as metalúrgicas da região são exemplo nesse quesito. “A evolução das contratações é mérito do Espaço da Cidadania. Neste ano, a expectativa é ultrapassar 90% de cumprimento”, ressaltou.

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Tipo de deficiência ainda gera diferenças

De acordo com a pesquisa, as contratações se concentraram entre as deficiências físicas e auditivas, com 40,9% e 34,8% de vagas ocupadas, respectivamente, enquanto que os trabalhadores com deficiência visual, intelectual e múltipla representam 11,5%. Já os trabalhadores reabilitados ocuparam 12,8% das contratações.

O evento de divulgação do estudo, em Osasco, contou com a participação de trabalhadores com deficiência, representantes de empresas, entidades e escolas especializadas no atendimento à pessoa com deficiência, militantes da inclusão e autoridades, como o novo superintendente do Trabalho de São Paulo, Carlos Zimmermann, e o secretário-adjunto dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos Pellegrini, que disse que “o resultado da pesquisa mostra que a obrigação pela inclusão é de todo mundo, não só dos governantes”.

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