Ministério Público investiga suposto superfaturamento em materiais de combate à covid-19 em Jandira

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coronavírus jandira
O prefeito de Jandira, Paulo Barufi / Foto: divulgação

O Ministério Público estadual investiga supostas irregularidades na contratação de empresa gestora do Centro de Combate ao Coronavírus e superfaturamento em compras de equipamentos para profissionais da saúde na cidade de Jandira, revela reportagem do “SPTV”, da TV Globo, nesta segunda-feira (8).

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Entre os alvos do inquérito estão a compra de 4 mil máscaras n95 por R$ 196 mil. Ou seja, cada uma saiu por R$ 49 para os cofres da Prefeitura de Jandira, enquanto, segundo o MP, a administração municipal de Itapevi comprou máscaras do mesmo tipo por R$ 19,50 e a de Barueri, por R$ 20. Pela internet, é possível encontrar máscaras do mesmo tipo, no varejo, na casa dos R$ 30.

O Centro de Combate ao Coronavírus de Jandira é administrado pela Ocean Saúde em contrato também investigado pelo Ministério Público. A empresa tem como um dos sócios o médico Gilberto Alves Pontes Belo, que já foi condenado por improbidade administrativa quando atuava como médico concursado em Jandira, sob acusação de bater o ponto e não trabalhar.

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Mesmo com os gastos com a justificativa de combate ao coronavírus, a reportagem mostrou pacientes da cidade que precisaram procurar atendimento em municípios vizinhos, como Barueri. Até esta segunda-feira (15), Jandira registrou 409 casos e 39 mortes com confirmação de covid-19.

Outro lado

A Ocean Saúde negou irregularidades no contrato com a Prefeitura para a gestão do Centro de Combate ao Coronavírus. A Prefeitura de Jandira diz que a contratação da empresa foi dentro da lei.

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Sobre o preço das máscaras, a administração municipal também nega irregularidades e que o valor pago foi o menor preço do mercado, em meio à escassez do produto causada pela pandemia. (Com informações da TV Globo)

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