Ministra sugere criação de Secretaria da Mulher em Osasco

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Eleonora Menicucci visitou município pela primeira vez / Foto: Reprodução

Eleonora Menicucci visitou município pela primeira vez / Foto: Reprodução
Eleonora Menicucci visitou município pela primeira vez / Foto: Reprodução

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William Galvão

Na última sexta-feira, 5, foi realizada na Secretaria de Assistência e Promoção Social de Osasco uma reunião sobre as políticas de enfrentamento à violência doméstica. Com a participação da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, o evento teve o tema “Se tem violência contra a mulher, a gente mete a colher”.

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Em sua primeira visita ao município, a ministra Eleonora elogiou a administração municipal pelo trabalho desenvolvido nos Centros de Referência da Mulher e fez uma sugestão ao prefeito Jorge Lapas (PT). “Uma coordenadoria é fundamental, mas não dá conta sozinha, sem uma secretaria. É o que tenho dito pelo Brasil todo. Uma secretaria tem recursos humanos e financeiros próprios, e isso é fundamental. Tenho certeza que até o final do seu mandato essa secretaria será criada”.

Questionado sobre a possibilidade, o prefeito afirmou que “é uma coisa que estamos pensando. Temos dificuldades para criar novas secretarias, mas vamos avaliar o pedido da ministra”.
O prefeito disse ainda que está trabalhando com a possibilidade de transferências de recursos do governo federal para investimentos na área, como possíveis alojamentos para vítimas de violência, que poderão ser feitos em parceria com outras cidades da região.

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Luta contra homofobia também fez parte do encontro

Além dos discursos em prol da mulher, a luta contra a homofobia também teve destaque no evento. O Secretário de Assistência e Promoção Social, Gelso de Lima, pediu uma salva de palmas para a cantora Daniela Mercury, que assumiu recentemente sua homossexualidade. “Essa é uma atitude que enobrece a mulher e combate o preconceito que a gente vive nesse país”.
A deputada federal Janete Pietá (PT) também se posicionou a favor da luta contra homofobia ao pedir o engajamento nos protestos pela renúncia do deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC) à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

“É inadmissível termos um presidente de uma Comissão Dos Direitos Humanos que seja machista, racista e homofóbico, sem falar no [deputado Jair] Bolsonaro (PP-RJ). Não é possível que a gente aceite figuras tão bizarras, isso é anti-respeito”, bradou.

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