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Mônica Veloso: Não existem saídas fáceis

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Mônica Veloso é secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco

Mônica Veloso é secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco
Mônica Veloso é secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco

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Esta última semana foi um tempo de tristeza e de dor. A aprovação da abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma foi mais uma destas situações em que reforço a minha convicção sobre o quanto ainda haveremos de lutar para que possamos construir um país de fato mais justo.

Aquele resultado que culminou com os repetidos chavões em nome de Deus e da família e que conduziram para aquela decisão do Congresso Nacional para uma situação de viés marcadamente autoritária me deixa profundamente envergonhada.

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Todos sabemos que existem dificuldades econômicas e políticas, e sabemos também que não existem saídas fáceis. Ou seja, o que teria justificado toda esta articulação parlamentar e da mídia conservadora? Há quem procure sem êxito repelir a ideia de golpe afirmando que não existem tanques de guerra nas ruas, e que estamos longe do ocorrido em 1964, e que acontece o mesmo que com o ex-presidente Collor.

Em respeito aos leitores do Visão Oeste, quero deixar evidenciado o quanto estou do lado daqueles que se opõem a este novo estilo de golpe desferido contra a presidenta sem que fosse evidenciado algum tipo de crime.

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Na segunda, conversava com meus companheiros de trabalho da SDTI sobre algumas semelhanças desse momento com os longos anos de escravidão vivenciados no país. Lembrávamos o quanto a escravidão que existiu e foi legalizada durante séculos no Brasil e nem por isso deixou de ser repugnante. Um processo que considerava os negros como se fossem mercadorias. Mas tudo era conduzido pelas elites com bases estritamente legais. É verdade que a lei garantia, mas era ainda mais verdadeiro que a escravidão se tratava de algo desumano e imoral.

De forma similar, o golpe midiático-parlamentar desferido contra Dilma, realizado por força de uma pretensa argumentação jurídica, está totalmente fora de um enquadramento razoável e correto e afronta a nossa democracia em construção.

Este é o tempo de resistir e continuar ao lado dos que de buscam seguir o caminho da verdade e da justiça.

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