Moradores e PM entram em confronto contra reintegração de posse em Osasco

0

A reintegração de posse em um terreno na cidade de Osasco, grande São Paulo, teve confronto entre a Polícia Militar e moradores na manhã desta terça-feira, 11. Foram registrados três focos de incêndio nas entradas da ocupação, feitos com barricadas e um carro. O Corpo de Bombeiros foi acionado e já apagou as chamas. Por volta das 10h, a situação ainda era tensa e ouvia-se sons de disparos vindos do alto do morro.

publicidade

Segundo o capitão da Polícia Militar Márcio Agamenon, a Guarda Civil metropolitana de Osasco é responsável pela ação de remoção das famílias, já que o terreno é de propriedade da prefeitura. “É uma operação de retirada de pessoas de área de risco. Foi [feito um] levantamento e esse local pode ter risco para as pessoas, ainda mais porque é um período de muita chuva. A prefeitura resolveu retirá-las para resguardá-las”, disse.

O morador Antônio Marcos Plínio, pedreiro de 29 anos, reclama que os cerca de 3 mil moradores da ocupação não foram avisados antecipadamente sobre a reintegração de posse. Ele conta que a ocupação é recente, existe há pouco mais de um ano. Plínio acrescentou que a prefeitura tem um projeto para transformar o espaço em um parque. O morador lamentou a remoção: “minha mulher está grávida e está com medo. Eu trabalho de pedreiro. Tem dia que tem serviço, tem dia que não tem e se for viver de aluguel, a gente não vive”.

publicidade

A Prefeitura de Osasco esclareceu a ação desta manhã no Jardim Bonança. Em nota, informou que a área invadida pertence ao Parque Ecológico do Jardim Bonança, na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira. Segundo a prefeitura o local é uma Área de Preservação Permanente (APP). Acrescentou que a invasão provocou uma série de crimes ambientais, como o corte de vegetação. Além disso, o local é considerado área de risco, com perigo de deslizamento do solo, devido à inclinação do terreno.

A Secretaria de Comunicação da prefeitura disse, ainda, que a desocupação determinada pela administração municipal “tem o dever de zelar pelo patrimônio público e a segurança dos ocupantes devido à instabilidade do local”. De acordo com a secretaria, a prefeitura tenta resolver a situação de forma pacífica. “Para tanto, vem mantendo o diálogo e notificou com antecedência os ocupantes para deixarem a área há menos de 3 meses”.

publicidade

A operação foi feita pela Secretaria de Segurança e Controle Urbano, por meio da Guarda Civil Municipal (GCM), com o apoio da Polícia Militar de São Paulo, diz a nota. A prefeitura catalogou 140 barracos, dos quais, mais da metade já foram desocupados.

Agência Brasil

Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorCarapicuíba tem tradicional carnaval na Aldeia Jesuítica
Próximo artigoHoróscopo