MP contesta juiz que mandou soltar homem que agrediu e roubou grávida...

MP contesta juiz que mandou soltar homem que agrediu e roubou grávida em Itapevi

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pm osasco
Imagem ilustrativa/ divulgação

Um homem que havia sido preso por roubar e agredir uma mulher grávida de sete meses no bairro Chácara Santa Cecília, em Itapevi, no dia 11 de janeiro, foi solto na audiência de custódia, pelo juiz Thiago Pedro Pagliuca dos Santos. A decisão gerou contestação por parte do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e o criminoso teve prisão preventiva decretada na Justiça.

O assalto ocorreu após a vítima descer de um ônibus. O assaltante teria pedido a bolsa e a agarrado por trás para puxá-la. Populares presenciaram o assalto, foram atrás do ladrão, o capturaram e o agrediram. À polícia, ele confessou o crime e foi preso em flagrante. Enquanto isso, passando mal, a mulher foi levada ao Pronto Socorro Central, segundo matéria do portal R7.

Após audiência de custódia, o juiz ressaltou o fato de que ele é réu primário, não usou arma de fogo “ou violência real exacerbada” e que o valor subtraído, uma carteira com R$ 80 e R$ 100 em outro compartimento da bolsa, não é significativo.

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Além disse, declarou o magistrado, com as agressões sofridas após o roubo, o indiciado estava com a saúde “bastante debilitada”. “No presídio, não seria possível obter tratamento médico adequado”, afirmou.

O promotor de Justiça Luiz Fernando Bugiga Rebellato contestou a decisão e expediu um pedido de prisão preventiva do suspeito. “Constata-se que o crime praticado é de extrema e incalculável gravidade, que assola e prostra a sociedade de bem, exigindo sua privação do convívio social, sob pena de comprometer a própria higidez e integridade da ordem pública”, declarou.

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Ele rebateu também o fato de o juiz considerar que “não houve violência exacerbada”: “Uma mulher, a meses do parto, que se vê agarrada fortemente por trás e tem seu patrimônio subtraído mediante violência física não pode ter menosprezada”, disse o promotor.

Rebellato questionou ainda o fato de o juiz ter considerado que o valor roubado era “insignificante” sem conhecer a realidade socioeconômica da vítima.

Sobre a agressão sofrida pelo suspeito por populares, o MP não concorda com tal atitude, “mas não pode ignorar este sentimento de raiva e impunidade [da população]”.

Após a contestação da promotoria, foi decretada pela Justiça a prisão preventiva do homem, no dia 17 de janeiro.

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De acordo com o R7, o mesmo juiz foi protagonista de uma foto publicada nos Stories do Instagram com a seguinte legenda: “só vim ser juiz para soltar todo mundo”. Acrescenta-se: “é gol, vamo soltar geral (sic) #orgulhinho”.

*Com informações do portal R7

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