“Mulher tem que votar em mulher”, defende Dra. Régia, candidata a deputada estadual

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A vereadora e candidata a deputada estadual Dra. Régia concede entrevista durante visita ao Visão Oeste / Foto: Lucas Alves / Visão Oeste

Candidata a deputada estadual, Dra. Régia (PDT) defende uma maior participação das mulheres na política para fortalecer a defesa de pautas mais ligadas ao cotidiano feminino. “É difícil a gente impor as bandeiras das mulheres para vereadores que são muitas vezes conservadores e não admitem muito essa questão da mulher”, avalia.

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“As mulheres, que são a maioria dos eleitores, que são a maioria da população, tinham que votar em mulheres para ter seus direitos garantidos”, completa.

Vereadora e ex-secretária de Educação de Osasco na gestão do ex-prefeito Jorge Lapas (PDT) ela visitou a redação do Visão Oeste e concedeu entrevista na qual fala ainda sobre outras propostas e do cenário político municipal e nacional. Confira:

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Quais os principais projetos e bandeiras que vai defender caso seja eleita para ocupar uma vaga na Assembleia Legislativa?

Vou continuar com as mesmas bandeiras que sempre tive: Educação, Saúde, a luta pelos direitos das mulheres, pelas minorias, LGBT, negros, deficientes, que é um mote de vida, essencialmente a luta pelos direitos humanos.

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Muitos candidatos destacam a questão da defesa de determinada cidade ou região. A senhora também vai nessa linha ou acredita que o papel do deputado é mais macro?

Vou priorizar a região. Não tem como atuar no estado inteiro. Vou priorizar a região, mas é evidente que, se tiver um pedido de auxílio em qualquer região, estarei presente.

A senhora está há um ano e meio em seu primeiro mandato como vereadora. Qual o balanço do mandato até aqui?

Acho que meu mandato tem sido bom, por ser a única oposição ao prefeito e ao desgoverno que ele tem feito. Tenho pautado meu mandato em muita ética, muita seriedade, e isso faz toda a diferença.

O PDT tem dois vereadores em Osasco, a senhora, que é oposição, e Alex da Academia, que tem uma boa relação com o prefeito Rogério Lins (Podemos). Como é essa questão dentro do partido?

É uma questão complexa, não é? A gente tem conversado bastante com o Alex nesse sentido. Nos projetos de mais combate ele tem mantido uma posição indicativa do partido, mas ele tem uma amizade pessoal com o Rogério. Foram vereadores juntos… e isso atrapalha um pouco. A questão é muito mais pessoal dele com o Rogério do que partidária. Mas a gente se dá bem, conversa sobre bandeiras que são do partido.

Como é ser uma das poucas mulheres vereadoras em Osasco, agora são três de 21 parlamentares?

É difícil. Na política tem que ter mais mulheres, para a gente garantir a representatividade e a seriedade da Justiça, tem que ter muito mais mulheres. É difícil a gente impor as bandeiras das mulheres para vereadores que são muitas vezes conservadores e não admitem muito essa questão da mulher.
As mulheres, que são a maioria dos eleitores, que são a maioria da população, tinham que votar em mulheres para ter seus direitos garantidos.

O homem, claro que ele briga pela creche, pela Saúde, mas a mulher é mais impactante nessas lutas. E ela está sempre à frente dos movimentos de moradia, dos movimentos da Saúde… Então, ela é quem controla a família e quem sente mais essas questões. Então, ela luta muito mais.

 

“Mulher tem que votar em mulher”, defende Dra. Régia, candidata a deputada estadual

“Mulher tem que votar em mulher”, defende Dra Regia 12221, candidata a deputada estadual

Candidata a deputada estadual, Dra. Régia (PDT) defende uma maior participação das mulheres na política para fortalecer a defesa de pautas mais ligadas ao cotidiano delas. “É difícil a gente impor as bandeiras das mulheres para vereadores que são muitas vezes conservadores e não admitem muito essa questão da mulher”, avalia.

Publicado por Jornal Visão Oeste em Quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Como avalia a gestão de Rogério Lins?

É um governo muito fraco. A impressão que dá é que ele está perdido, não tem uma atuação de prefeito. E a cidade está abandonada em todos os sentidos, em todas as áreas. Nunca vi tão suja, cheia de mato, acabada. A educação teve um retrocesso e posso falar com toda a propriedade porque estava lá [como secretária de Educação na gestão anterior] e sei o que deixei. Tudo aquilo que a gestão anterior, do prefeito Jorge Lapas (PDT) deixou, ele está conseguindo destruir.

A senhora foi secretária de Educação do ex-prefeito Jorge Lapas e ele teve as contas rejeitadas por, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), não usar 25% do orçamento na Educação, como manda a Constituição. O que aconteceu neste caso?

Não é que ele não aplicou os 25%. Ele aplicou e houve um entendimento, na minha opinião equivocada, do Tribunal de que algumas coisas e alguns temas não são Educação. Por exemplo, o 7 de Setembro. O 7 de Setembro nosso é totalmente pedagógico. A gente começa em maio a trabalhar os temas que vão ser desenvolvidos na avenida no 7 de Setembro. Então, isso é uma conclusão de um trabalho. Eles acham que isso é Cultura, não Educação. É um equívoco.
Assim como eles acham que equoterapia para as crianças da inclusão não é Educação, é Saúde. Hidroterapia também. E eles entendem que as festas juninas nas escolas também não são Educação. O Escola o Tempo Todo, antigo Recreio nas Férias, que as crianças ficavam na escola tendo atividades pedagógicas eles também não entendem como Educação, entendem como Cultura.
É um conservadorismo do nosso Tribunal de Contas do Estado.
O Tribunal de Contas do Município, o [Fernando] Haddad, [Gilberto] Kassab e outros prefeitos, de outros estados até, todos têm esse tipo de programa durante as férias e lá eles têm uma visão de que isso é Educação. E é Educação, mas o TCE achou que não, assim como eles acham que informática não é Educação, que os utensílios e móveis da cozinha, não fazem parte da Educação. O que precisa é um novo entendimento.
É um conservadorismo do TCE e um conservadorismo tendencioso. Tem cidades que fizeram as mesmas coisas que nós e tiveram as contas aprovadas.

Como avalia o desempenho de Ciro Gomes (PDT) nas pesquisas de intenção de voto até o momento (ele aparece na quarta posição, com 5%, empatado tecnicamente com Marina Silva, do Rede, que tem 6%, e Geraldo Alckmin, do PSDB, também com 5%, segundo pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira, 20)?

As pesquisas servem a interesses e não retratam a realidade. A gente já viu isso em várias situações. Lembro quando a [Luiza] Erundina foi candidata [pelo PT], não tinha nenhuma chance, estava entre as últimas nas pesquisas, e ganhou a Prefeitura [de São Paulo, em 1988]. Isso se repetiu com o [Fernando] Haddad também. Pesquisa favorece quem paga.
O Ciro só não está melhor por conta dessa indecisão do PT. Se o PT já tivesse se posicionado, se estivesse pensando um pouco mais no país, o Ciro estaria bem melhor.
O PT deveria apoiar o Ciro, seria um bom caminho hoje. Não acredito que o Lula vai conseguir ser candidato e, se ficar esperando até o último minuto, a gente pode ter um prejuízo imenso.

Os petistas afirmam que a prisão do Lula é “ilegal” e que ele é um preso político e que a candidatura dele é para mostrar e bater de frente com essa questão. Como a senhora responde a isso?

Que ele é um preso político, de fato é. É uma perseguição política que ele está sofrendo, foram cometidas um monte de arbitrariedades nesse processo judicial dele. Rasgaram, jogaram a Constituição fora. É um absurdo, de fato. Mas, já vencidas todas as instâncias, não adianta ficar só sonhando com o mundo ideal.
O ideal seria, claro, que o Lula pudesse estar ali, junto com os demais candidatos. Mas a gente já viu que isso não vai acontecer. Ele vai ser solto, na minha opinião, depois do segundo turno.
E se ele não for o candidato, será que vai ter tempo de reverter [em votos para o vice de Lula, Fernando Haddad]? Ou não vai reverter e deixa o país ir para o buraco? Cair na mão de um Bolsonaro? Tá me parecendo uma coisa de criança mimada.
O que aconteceu com Lula foi uma injustiça total. Mas, diante dos fatos, tem de haver uma decisão.

E quanto aos outros principais candidatos à presidência, Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB)?

O Bolsonaro é, sem sombras de dúvidas, o pior de todos. É uma pessoa que não tem opinião, não tem nada, ficou como deputado e não acrescentou nada. A Marina é muito limitada e chega a ser iludida. O Alckmin é um lamento, levou o estado mais rico do país a um retrocesso e vai levar o país ao retrocesso se for eleito.

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