“Musa do Grêmio”, Ana Torres diz que odeia o Natal por ter sofrido abuso na infância

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Foto: Divulgação / PressWoman

A modelo Ana Torres, considerada a “Musa do Grêmio”, revela que foi abusada por familiares na infância e por este motivo o Natal não é uma época que remete boas lembranças.

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“No Natal, o mais comum é ver as famílias juntas, assim como é normal não saberem o que se passa nos bastidores familiares. Simplesmente odeio o Natal. A data tem sido com um pouco de solidão nos últimos dois anos pois acabei me afastado de alguns membros da família”.

Sobre os abusos, ela conta: “Fui violentada sexualmente por dois familiares que frequentavam minha casa. Quando eu tinha 10 anos, um deles me dava creme de cabelo para eu deitar na rede e me tocava. Nunca falei isso pois sempre tive vergonha. O outro queria transar comigo quando eu tinha 11 anos e nem tinha seios desenvolvidos. Hoje ele é casado e não olha na minha cara, abaixa a cabeça quando me vê, mas nunca falei nada para minha mãe”, conta ela.

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“Desenvolvi um raiva e ao mesmo tempo um desejo de descobrir o sexo por causa disso. Sempre fui uma menina calada e com o tempo revoltada. Queria matar o mundo, mas não falava nada, travava. Sempre estudei, trabalhei, ajudava em casa e nunca usei drogas. Sempre quis descobrir tudo sobre sexo, mas na minha família sexo era tabu”, continua a musa.

Ela afirma ter chegado na adolescência “não tão virgem porque meu parente quase tirou minha virgindade”. “Tinha nojo de um dos parentes [que ela diz que abusaram dela] e tristeza do outro”.

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Ana Torres também comenta sobre os reflexos psicológicos do trauma. “Perdi a virgindade quando tinha 15 anos com um homem de 30. Fui ficando com vários homens e pedindo para casar com eles. Tudo que queria era alguém para me ajudar e casar comigo mesmo ainda adolescente. Não tinha bom desenvolvimento nos estudos e fiquei com depressão aos 17 anos”.

“Superei isso quando passei no Enem e consegui vagas de estudo em três faculdades, sendo que eu me considerava a garota mais burra e me sentia a mais feia da escola. Nessa época passei a questionar o que era sexo. Então foi aí que me tornei uma pessoa obsessiva por sexo. Fui para a igreja e fiquei muito tempo lá, mas até hoje às vezes acho que sou compulsiva por sexo. Minha psicóloga diz que é normal as pessoas desenvolverem isso após traumas de infância”, detalha.

A modelo conta ainda que o pai era alcoólatra e batia na sua mãe e que hoje, graças à religião, tudo mudou para a melhor na vida de sua família.

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