Na contramão do estado de SP, comércio em Osasco obtém bom resultado

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Ao analisar apenas o mês de março, as vendas recuaram 19,8%, segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) / Foto: Eduardo Metroviche

Fim de ano é a época mais movimentada para o comércio no país / Foto: Eduardo Metroviche
Foto: Eduardo Metroviche

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As vendas do comércio varejista da região de Osasco subiram 11,8% em novembro de 2014 em relação ao mesmo período de um ano antes, para R$ 5,47 bilhões. Na comparação mensal, o montante cresceu 8%. A região apresentou o melhor desempenho no período entre as 20 analisadas pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV). O estudo é realizado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).

O resultado positivo foi puxado pelo aumento nas vendas de cinco das dez atividades pesquisadas, com destaque para o faturamento de outras atividades, que cresceu 39,7%, no comparativo anual, para R$ 2,2 bilhões. Também contribuíram para o resultado os avanços nas receitas das lojas de vestuário, tecidos e calçados (20,6%) e lojas de departamentos (18,7%).

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Por outro lado, a baixa em cinco atividades não permitiu que o resultado do comércio varejista da região fosse melhor, principalmente pelas quedas nas vendas das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (-31%) e materiais de construção (-29,9%).

Desempenho estadual
O faturamento do comércio varejista paulista caiu 2,9% em novembro no comparativo anual, para R$ 47,2 bilhões. Já na comparação com o mês imediatamente anterior, a receita do setor cresceu 0,5% – reflexo da sazonalidade das vendas no último bimestre. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

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Com a baixa anual, o índice de queda acumulado em 2014 manteve-se em 2,6%.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o resultado de novembro reforça estimativas mais pessimistas para o desempenho de 2014 em relação a 2013, apontando para uma retração de até 3% no faturamento varejista do Estado no ano.

Entre os fatores que pressionaram a receita do comércio paulista está o mau momento do consumo, decorrente da deterioração de renda, emprego e crédito. Além disso, a inflação ainda em patamar desconfortável e com trajetória de aceleração contribuiu para esse cenário. A Federação estima que, diante desses elementos, é improvável uma retomada do crescimento das vendas varejistas no médio prazo, podendo 2015 ser marcado por um quadro de consumo ainda mais restritivo se comparado a 2014.

Pela segunda vez consecutiva no último trimestre, entre as dez atividades pesquisadas, sete registraram queda nas vendas. As baixas mais expressivas, no comparativo anual, foram verificadas em lojas de móveis e decoração (-17,2%); concessionárias de veículos (-16%); e lojas de materiais de construção (-10,5%). Juntos, os três setores pressionaram negativamente o resultado do comércio em 3,6 pontos porcentuais. Destaque também para a queda de 4,8% na receita das lojas de vestuário, tecidos e calçados. As vendas nos supermercados voltaram a cair em novembro (-2%) após movimento positivo em outubro, indicando trajetória instável para o fim do ano.

Por outro lado, as contribuições positivas vieram das lojas de departamentos (9%), que tiveram o primeiro destaque favorável no ano, com a maior alta do setor em termos de crescimento, puxada, principalmente, pelas vendas da Black Friday. Também apresentaram avanço os faturamentos das farmácias e perfumarias (5,8%) e de outras atividades (5,7%).

No desempenho por região, apenas três das 16 localidades pesquisadas registraram avanço nos faturamentos, na base anual: Osasco (11,8%), Sorocaba (2,1%) e Araraquara (0,4%). As outras 13 apresentaram quedas de vendas, sendo as maiores retrações na região do ABCD e da capital paulista, ambas com 7,9% em comparação a novembro do ano anterior.

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