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Na véspera da greve geral, vereadores se manifestam contra reformas

Tinha di Ferreira apoia a greve geral, enquanto Mario Luiz Guide é contra a reforma da Previdência

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Na véspera da greve geral, vereadores se manifestam contra reformas
Os vereadores Tinha Di Ferreira e Mário Luiz Guide

A um dia da greve geral, programada para esta sexta-feira, 28, os vereadores de Osasco se manifestaram contra reformas na sessão desta quinta-feira, 27.

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O vereador Tinha di Ferreira (PTB) disse que é favor da paralisação e que a reforma trabalhista “tem que ser feita pra sobrar no bolso do trabalhador”.

“Essa greve é um grito de alerta. Estão afetando o bolso do cidadão, fazendo na calada da noite, assim como fizeram com as terceirizações há duas semanas atrás. Deram 25 bilhões de prejuízo para os cofres públicos”.

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O parlamentar fez uma referência a uma decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que impôs uma derrota bilionária de R$ 25 bilhões à Receita Federal. Por 5 votos a 3, o órgão decidiu que o Banco Itaú não tem de pagar R$ 25 bilhões em tributos pela fusão com o Unibanco, dando mais um passo rumo ao fim do processo de maior valor no Conselho.

O atual desfecho bilionário em favor do Itaú também é um revés à Operação Zelotes, que em julho do ano passado, prendeu o ex-relator do processo sob a acusação de que ele tinha cobrado propina do Itaú para votar a favor do banco. O diretor foi afastado do cargo antes da votação.

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Quem também fez críticas às reformas do governo Michel Temer foi o vereador Mario Luiz Guide (PSB). Ele atacou o argumento utilizado por defensores da reforma da previdência de que um dos problemas sérios da previdência é que jovens e trabalhadores assumem os custos dos aposentados.

“Existe um contraste porque 50% dos recursos previdenciários vão para os 10% mais ricos”, disse. “Acreditamos que uma reforma é necessária, mas teria que envolver esses aspectos. Outro aspecto é que quando a Constituição criou a seguridade social, criou tributos, que não são aplicados na seguridade social. Se foram criados pra isso, deveriam ser levados pra lá. Se considerassem esses impostos, a previdência não seria deficitária”.

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