Não aceitamos a #chacina dos jovens negros em Belém do Pará

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Osasco historicamente rememora o dia 20 de novembro com uma série de atividades que compõe o programa Novembro Negro. Ressaltando esse recorte étnico-racial, explorado e subjugado desde cedo no Brasil, nossas administrações municipais, desde 2008, sempre se preocuparam em fortalecer a pauta e as políticas afirmativas, a fim de fortalecer e garantir oportunidades a todos e todas.

Novembro, que costuma ser recordado como um mês festivo, onde a pauta do movimento negro redobra seus trabalhos para dar ainda mais visibilidade aos processos que ao longo dos anos são realizados na cidade, neste ano será executado ainda com mais força.

O Novembro Negro deste ano iniciou um novo ciclo, um espaço de debate específico do Plano Juventude Viva que estabelece metas para os próximos dez anos. O Plano, que foi assinado pelo Prefeito Lapas em dezembro de 2013, foi a sinalização da preocupação do município em sair do ranking das cidades consideradas como território de vulnerabilidade dos jovens negros e de periferia.

Exatamente no dia 03/11, Osasco apresentou a construção de seu Plano aos munícipes com contribuições de diversos movimentos da cidade, para finalizá-lo e encaminhá-lo à Câmara Municipal para aprovação. Em uma plenária rica em movimentos e protagonismo juvenil, pudemos concluir um momento importante para Osasco: nosso Plano está pronto para começarmos a executar políticas públicas aos jovens negros e de periferia!

Entretanto, em que pese o esforço do Governo Federal em difundir o Plano Juventude Viva, mais um massacre contra os jovens negros e de periferia no Brasil aconteceu. O mês da consciência nunca foi para comemorar, mas para valorizar a memória da resistência do povo negro escravizado, tanto quanto outras etnias são valorizadas pela história, pela mídia ou pelo poder econômico. Façamos desse mês da consciência negra em nossa cidade, um profundo espaço de reflexão sobre os símbolos e desdobramento das políticas públicas de direitos humanos para que nenhum jovem, de Osasco ou Belém do Pará, seja perseguido e exterminado pela cor de sua pele ou condição social.

Contamos, para mudar a realidade dos nossos jovens de Osasco, com a consideração do tema pela Câmara Municipal para que possamos transformar em Lei o Plano Municipal da Juventude Viva. Defendemos também a atuação imediata do Poder Judiciário para punir os culpados e responsabilizar as devidas instituições pela ação e omissão que permitiu a concretização deste massacre. E lembramos a fala da presidenta Dilma, que demonstra seu emprenho no caso: “Eu tenho um compromisso de lutar contra a discriminação da juventude negra deste país, contra os autos de resistência, contra esse morticínio”.

Cintia Sales
Coordenadora da Juventude de Osasco

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