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Neste 1º de Maio, devemos defender nossos direitos trabalhistas e a democracia

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O presidente do Secor, José Pereira Neto / Foto: Eduardo Metroviche

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José Pereira da Silva Neto, presidente do Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região (Secor)

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Mais um Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio, está chegando e, mais do que nunca, precisamos nos unir para defender nossos direitos! Em todos os anos lembramos que o Dia do Trabalhador é uma data para relembrarmos das lutas da classe trabalhadora travadas em diversos países por melhores condições e direitos, além de ser uma data para relembramos dos operários de Chicago, nos Estados Unidos, da greve geral que tomou o país em 1886 e dos assassinatos de trabalhadores que lutavam por todos nós.

No dia 1º de maio de 1886, em Chicago, milhares de trabalhadores foram às ruas protestar contra as condições de trabalho a que eram submetidos, como a jornada que girava em torno de 13h diárias. No mesmo dia, uma greve geral paralisou os EUA. Dias depois houve um conflito entre os trabalhadores e policiais, que os reprimiram violentamente, resultando na morte de vários manifestantes. Sendo assim, o Dia do Trabalhador foi oficializado pela Segunda Internacional Socialista, em 1889.

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Já no Brasil, a data foi oficializada em 1925 pelo então presidente Artur Bernardes. Não podemos deixar de lembrar que foi também em 1º de maio de 1940 que o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário-mínimo e que em 1º de maio de 1943 foi publicada a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, que regulamenta relações trabalhistas no Brasil e estabelece direitos que garantem qualidade de vida e a remuneração para o trabalhador.

No entanto, agora nossos direitos trabalhistas e sociais podem estar ameaçados caso a presidente Dilma Rousseff sofra o impeachment e em seu lugar entre Michel Temer. Hoje, o que estamos vivendo no Brasil é um golpe de estado programado, que nasceu logo após as últimas eleições presidenciais.

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Infelizmente, a presidente Dilma não foi aceita pela elite do país quando foi eleita com mais de 54 milhões de votos e, de lá para cá, o patronal do país, principalmente a indústria, está fazendo o que for preciso para tirá-la do poder e, com toda certeza, se conseguirem, mexerão em nossos direitos para beneficiar o patrão.

Nossos direitos trabalhistas e a democracia em que vivemos custou muito caro ao nosso país. Foram anos de muita luta. Por isso, não podemos deixar que quebrem este estado democrático e nos prejudiquem tirando direitos de quem move esse país: o trabalhador!

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