Nigeriano encontra amor em Osasco e trocará alianças no Casamento Comunitário

Nigeriano encontra amor em Osasco e trocará alianças no Casamento Comunitário

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Foto: Ana Paula Andrade

Em busca de melhores condições de vida, o nigeriano Emmanuel Ugonna Mbamasa, 36 anos, cruzou o Atlântico para chegar ao Brasil e por aqui, mais precisamente em Osasco, conheceu Maria Aparecida Santos da Cruz, 47, que afirma ser o amor de sua vida e com quem vai se casar dia 26 de maio, na 24ª edição do Casamento Comunitário, organizado pelo Fundo Social de Solidariedade. O prefeito de Osasco, Rogério Lins, e a primeira-dama e presidente do Fundo Social, Aline Lins, serão os padrinhos da cerimônia.

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Escolhido casal diligente, Emmanuel e Maria Aparecida representarão os 152 que participarão do Casamento Comunitário, a partir das 9h, no Ginásio de Esportes da Fito zona Sul (Rua das Camélias, 26, Jardim das Flores). Outros 75 casais apenas assinarão os documentos oficiais no cartório.

Emmanuel está no Brasil há 3 anos e trabalha como vidraceiro, profissão que exercia em seu país. Ele conheceu Maria Aparecida há 1 ano e três meses e moram juntos há sete meses, no Jardim Veloso. Eles se conheceram em um ponto de ônibus.

“Eu morava no Novo Horizonte e não conhecia muito bem as linhas que passam por lá. Estava há bastante tempo parado no ponto, esperando o ônibus para voltar para casa. Os ônibus passavam cheios e não dava para entrar. Aí ela chegou e perguntei se tinha outra linha que ia para lá. Ela me indicou a linha 496, a mesma que ela usava. Fomos conversando no trajeto”, lembrou o africano.

“Eu procurava outra casa com preço de aluguel mais em conta. Perguntei se ela conhecia algum imóvel. Trocamos telefone e ela ficou de me avisar, caso soubesse de algo. Algumas semanas depois indicou uma casa por lá mesmo. Aos poucos fomos nos conhecendo e uns dois meses depois começamos a namorar. Senti que é a pessoa com quem pretendo me casar. Não vejo a hora de concretizar esse desejo de constituir uma família”, explicou.

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O vidraceiro voltou a estudar e cursa o ensino médio em uma escola púbica da cidade. Também está matriculado em um centro de idiomas para estrangeiros. “Aprendi bastante coisa, mas ela me ajuda muito com as palavras em português”.

Maria Aparecida foi casada durante 23 anos e tem quatro filhos (dois homens e duas mulheres), todos adultos. O ex-marido faleceu há 3,5 anos. “Não consigo me conter de alegria. O casamento comunitário é uma bênção, porque a gente não tem condições de fazer uma cerimônia. Íamos casar só no cartório”, conta a noiva.

Cerimônia 

No dia do casamento, as noivas que optarem por fazer penteado e maquiagem no local deverão chegar ao ginásio da Fito às 5h30, e os noivos, às 7h30. O Fundo Social fez parceria com o Instituto Embelleze, que oferecerá os serviços gratuitamente às noivas.

Na reunião ocorrida na sexta-feira, 11/5, no Fundo Social, os casais receberam todas as instruções sobre a cerimônia. Também foram orientados a levar somente o necessário, pois o local não conta com guarda-volume.

Os noivos receberão bótons, que deverão ser presos no lado esquerdo do paletó ou camisa, e o par de alianças. As noivas receberão buquês. Cada casal terá direito a cinco convites e um adesivo para colocar no carro para poder estacionar no local do evento.

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