Noivo de modelo é preso em mansão no Tamboré às vésperas do...

Noivo de modelo é preso em mansão no Tamboré às vésperas do casamento

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil deflagraram na manhã de hoje (10) uma força-tarefa para desarticular uma organização criminosa que pratica crimes pela internet e que já fez diversas vítimas. A Operação Ostentação cumpriu três mandados de prisão, uma delas em uma mansão no Tamboré, em Santana de Parnaíba, contra Pablo Borges, de 24 anos, noivo da modelo Marcella Portugal, acusado de ser o líder do grupo.

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Pablo e Marcella estavam de casamento marcado para sexta-feira (12) em uma cerimônia luxuosa para 800 convidados no Hotel Fasano, em São Paulo, com direito a shows de Maiara & Maraisa e Henrique e Diego, de acordo com o “Glamurama”.

Mansão no Tamboré onde Pablo foi preso / Foto: reprodução/TV Globo

De acordo com a polícia, os criminosos utilizavam um programa de computador que invadia contas bancárias e desviava o dinheiro para contas fantasmas e de laranjas. O delegado José Mariano de Araújo Filho, que coordena os trabalhos, afirmou à TV Globo que o esquema pode ter arrecadado R$ 400 milhões em 18 meses.

Os suspeitos utilizavam empresas de fachada para movimentar o dinheiro obtido por meio do esquema.

Nas redes sociais, Pablo e Marcella ostentam uma vida de muito luxo e viagens internacionais. O Ministério Público afirma que Pablo comprou com os valores desviados diversos bens, entre os quais duas Ferraris, três Lamborghinis, uma Maserati e uma MacLaren e dezenas de outros veículos que somam mais de R$ 20 milhões.

Foto: reprodução/TV Globo
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Ele é apontado também como um dos maiores locadores de jatos e helicópteros de São Paulo. “Entre as extravagâncias cometidas por ele, destacam-se viagens para a Europa em jatos particulares, diárias em hotéis com valores que superam R$ 30 mil, compra de roupas e acessórios de alto valor, contratação do uso exclusivo de restaurantes famosos, aluguel de iates e outros gastos realizados à custa das inúmeras vítimas que ainda estão sendo identificadas”, diz a polícia.

Além das buscas e apreensões e da decretação da prisão temporária, o MPSP e a Polícia Civil propuseram a indisponibilidade dos bens dos integrantes da organização criminosa para garantir reparar as vítimas que forem identificadas ou revertê-los em favor do Estado.

Também foram cumpridos na operação oito mandados de busca e apreensão.

Com Agência Brasil

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