O beijo do Félix

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Renato Rovai  diretor de redação do Visão Oeste e editor da revista Fórum

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Eu estava achando essa história do beijo gay numa novela da Globo uma grande bobagem. E talvez de fato fosse uma grande bobagem. Mas, dona Clô, que está aqui em casa, gritou: beijou, beijou.
E de repente ouvi gente gritando tanto do bar que fica aqui do lado de casa como dos apartamentos próximos que assistiam a novela.
A Globo que tanto relutou acabou colocando no ar uma bicoquinha de dois homens. Uma coisa assim sem nenhuma sensualidade. Quase igual ao beijo que o Émerson Sheik, do Corinthians, deu num amigo dele dia desses. E que um bando de idiotas criticou.

Mas pelo jeito as pessoas trataram como um rito de passagem. Se na vila que chamam de Madalena, num dos cantos mais boêmios e descolados de São Paulo, a bicoquinha rendeu gritos, pelo Brasil afora deve estar proporcionando mil conversas. Mil debates. Mil histórias. Que seja mais um passo na nossa luta a favor da paz e dos Direitos Humanos.
A luta LGBT é isso. Nada mais que isso. Não é a favor e nem contra nada. É de direitos humanos. E o nome da novela é sugestivo: Amor à Vida. É disso que se trata, no caso da luta LGBT. Mesmo que a novela tenha sido uma droga, valeu pela bicoquinha.

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