O direito dos aposentados volta ao centro do debate

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Infelizmente não tem sido incomum a percepção que, de maneira recorrente, muitas políticas públicas que precisariam garantir mais direitos para as maiorias da sociedade acabam perpetuando dissabores e injustiças.
É exatamente por isso que comungo com a ideia que o cidadão precisa fazer da participação política um exercício cotidiano mais efetivo.
A cada retrocesso e em cada derrota às vezes fica a possibilidade de se justificar que não vale a pena participar. E eu digo: é exatamente o contrário. Apenas com o fortalecimento da nossa participação haveremos de construir um mundo com mais justiça e dignidade.
Deste modo, penso que é importante tratar dos debates que ao longo das últimas semanas têm esquentado o clima em Brasília. Por exemplo o fator previdenciário.
Mas afinal de contas, “o que significa fator previdenciário”, poderão se perguntar alguns leitores.
É bom que não fique nenhuma dúvida sobre esta questão tão relevante. Em resumo: trata-se de uma fórmula matemática criada em 1.999, no período do Presidente Fernando Henrique Cardoso, e que objetiva reduzir os benefícios de quem se aposenta antes da idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens.
Na época em que o fator previdenciário foi criado argumentava-se que o grande déficit da seguridade necessitava de incentivar o contribuinte a trabalhar por mais tempo. O que fazia com que quanto menor a idade no momento da aposentadoria, maior seria o redutor do benefício.
Da criação desta medida impopular até aqui pouco se falou efetivamente sobre a real situação do sistema previdenciário brasileiro. Recentemente as centrais sindicais apresentaram em conjunto uma proposta de revisão do fator previdenciário; uma proposta que resgata legítimos direitos, especialmente da população que ingressa na “melhor idade”.
E sabemos que é exatamente na melhor idade onde muitas das despesas pessoais dos cidadãos acabam sendo acrescidas por impactantes custos de medicamentos, convênios médicos e outros produtos e serviços essenciais.
Deste modo vamos cada vez mais unir forças com aqueles que de maneira vigilante têm acompanhado e têm contribuído para que os direitos dos aposentados e pensionistas não sejam algo garantido apenas no papel.

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Mônica Veloso é diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco

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