O espetinho árabe

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Originário da culinária árabe, o kebab é um prato de carne grelhada, servida em espetinhos em cubos, cozidos com legumes. Em alguns lugares do mundo recebeu adaptações criativas. O mais conhecido e comercializado, da Alemanha, é feito com carne de carneiro assado no espeto, servido dentro de pão de pita com cebola crua, molho chilli e salada. No Brasil, se tornou uma espécie de “churrasco grego”.

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Após o boom de restaurantes japoneses, a população de Osasco tem buscado novos mercados gastronômicos, com inaugurações de casas de outros segmentos como comida italiana, chinesa, alemã e regionalismos brasileiros. A Kebaberia Brasil, inaugurada em novembro do ano passado, é pioneira na cidade. De acordo com a sócia-proprietária do restaurante, Erika Jansinski Mattos, “a ideia era trazer algo diferente e saudável para nossa cidade”.


A casa oferece quatro sabores: carne, frango, pernil e misto, e deve ampliar o cardápio em breve. Erika conta que a procura tem sido muito boa. “Principalmente pelo diferencial e também por pessoas que viajam pra fora do país e comeram o Kebab, que em alguns países são tradicionais lanches de rua”.

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Em Cotia, o restaurante árabe Repita tem um cardápio variado, com um tópico dedicado aos kebabs. O cliente pode escolher entre o pão de forma ou no prato, com recheios de cordeiro, kafta, falate, couve-flor ou abobrinha e coalhada seca. Este último um dos mais pedidos. “O kebab de abobrinha é a pedida ideal para vegetarianos”, conta o programador Jonnathan Soifer. “Prefiro a versão no pão do que a no prato, na qual ela é menor”.

O Véu de Seda, em Barueri, especializado em comida libanesa, também tem opções de kebab. O estabelecimento é todo decorado à estética árabe, cheio de véus e espaços aconchegantes. O cliente senta no chão, sob tapetes e almofadas, aderindo à maneira típica, numa experiência completa. “Indico de olhos fechados”, disse a redatora publicitária Marcela Tahan. “A decoração é bem típica e cheia de detalhes. Uma das melhores comidas árabes que já comi”, acrescenta.

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Kebaberia Brasil
Rua Dep. Emílio Carlos, 1.016, Bela Vista – Osasco
Tel.: 4237-6624

Repita
Rua José Felix de Oliveira, 884, Granja Vianna – Cotia
Tel.: 45515755/5745

Véu de Seda
Av. Mirim, 110, Tamboré – Barueri
Tel.: 4192-3345

Comentários

1 COMENTÁRIO

  1. No Brasil, que come sem saber kebabs há décadas em restaurantes sírio-libaneses (conhecidos genericamente como restaurantes árabes), o conceito de kebab nunca se consolidou.

    Possivelmente porque o 'espeto' é uma tradição nacional e o kebab mais oferecido nos restaurantes tenha se convertido no "espetinho árabe".

    Mas em muitos países da Europa e nos EUA o kebab chegou como estrela, pelas mãos de imigrantes turcos e gregos.

    Kebab ou kebap é o nome turco genérico para toda a carne grelhada em um espeto.

    Talvez pela grafia da palavra "döner" (rotativo, giratório, em turco), criou-se a versão que o döner kebab seria alemão, mas o fato é que árabes, gregos e turcos preparam essa carne em fatias assada em um espeto vertical giratório.

    Os árabes chamam de shawarma, os gregos de gyros e os turcos de döner kebap. No Brasil, pelo menos em São Paulo, é o churrasquinho grego. Depois de muito tempo considerado um prato de péssima qualidade, o "churrasquinho grego" está ganhando versões bem cuidadas, agora como kebab, como no exterior. Na região de Foz do Iguaçu é um sucesso há anos.

    O kebab mais comum no Brasil é outro, o espetinho horizontal posto na grelha, que os árabes chamam de mishuí (ou michuí), nome que nossos restaurantes árabes costumam usar. Os turcos chamam de shish kebap e os gregos de souvlaki.
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