O lixo é problema de todos

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Aos poucos, as cidades da região Oeste da Grande São Paulo começam a despertar para uma realidade inexorável: muitos dos problemas modernos não serão resolvidos através de ação unilateral do poder público, tão pouco pela reunião dos municípios em
um Consórcio. Um dos exemplos mais típicos dessa “nova” realidade é a destinação final do lixo e dos resíduos sólidos.

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A aspa em “nova”, é proposital. Tende-se a tratar o assunto como novidade no âmbito da gestão pública, mas a preocupação acompanha a humanidade provavelmente desde que o homem adquiriu alguma organização social. Todo mundo já ouviu – ou, pelo menos, deveria ter ouvido – de um pai, uma mãe, parente, amigo ou autoridade a singela recomendação: não jogue lixo no chão!

Muitos cidadãos, no entanto, por questões diversas e todas elas igualmente injustificáveis, estão levando a desobediência à regra a proporções épicas, com o descarte de lixo, entulho, móveis e outros tipos de resíduos, alguns até tóxicos (como produtos contendo amianto) em terrenos públicos ou particulares, praças e calçadas.

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As prefeituras, em quase todas as cidades, estão aderindo à última medida que lhes resta, de perseguir e punir exemplarmente com pesadas multas os maus cidadãos, pegos em flagrante desrespeito e desamor ao próximo. Mas com um número finito de fiscais e uma infinidade de outras irregularidades para apurar, é natural que a ação valha mais como desestímulo a quem pretende correr o risco, do que como ação efetiva de localização e combate aos infratores habituais.

De fato, o que esse problema apresenta de forma explícita é a velha necessidade de o cidadão comum resgatar a educação perdida e deixar de jogar lixo, entulho ou qualquer outro resíduo no chão. No chão de sua casa, de sua rua ou de seu bairro. Afinal, lixo é um problema de todos.

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