Editorial: O novo cenário eleitoral

Editorial: O novo cenário eleitoral

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A morte de Eduardo Campos chocou os brasileiros. Além do fato triste, por si, da interrupção antecipada de sete vidas, de forma trágica, também representou um golpe do destino ao processo democrático das eleições no Brasil.
A partida de Campos significou a saída de cena de um gestor público de carreira reconhecida, tanto por seus amigos quanto por seus adversários políticos. Ficou claro, pelo conteúdo das demonstrações de apreço e sentimentos ao longo da semana, o quanto era considerado um político promissor.
Depois de ter sido aliado do governo Lula, o ex-ministro Eduardo Campos buscava encarnar o papel da terceira via, a alternativa à polarização ideológica que naturalmente se constituiu em torno da candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, com o PT de um lado, e do senador mineiro Aecio Neves, do PSDB do outro.

“Espaço deixado por Campos tende a ser naturalmente ocupado por Marina Silva”

O espaço deixado por Campos tende a ser naturalmente ocupado pela sua candidata a vice, Marina Silva, ela própria também ex-aliada de Lula; mas renova completamente o cenário da disputa eleitoral. E com a renovação traz várias incógnitas. Conseguirá Marina e sua trajetória frustrada de fundar um novo partido, o Rede, domar a militância histórica do PSB e sua busca por um nome mais natural à própria legenda?
Será que o eleitor de Campos identifica o mesmo conteúdo programático do partido e os mesmos conceitos ideológicos no discurso de sua vice, Marina Silva? Afinal, qual será o impacto dessa reviravolta nos humores e expectativas dos eleitores em todo o Brasil? As respostas que desenham esse novo cenário político deverão ser conhecidas nos próximos dias.

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