Obesidade: ambulatório atende 40 por dia

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Doméstica Glória Maria em consulta com a médica Ana Luísa / Fotos/Eduardo Metroviche

Doméstica Glória Maria em consulta com a médica Ana Luísa / Fotos/Eduardo Metroviche
Doméstica Glória Maria em consulta com a médica Ana Luísa / Fotos/Eduardo Metroviche

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Leandro Conceição

O Ambulatório Municipal de Obesidade de Itapevi, na UBS da Cohab I, é um dos primeiros do tipo no país, o primeiro na região, e atende atualmente cerca de 40 pessoas por dia. Os pacientes perdem, em média, de três a quatro quilos por mês, segundo a administração da unidade.
“A gente via uma demanda muito grande de pacientes que procuravam os postos de saúde com outras doenças, mas influenciadas pela obesidade”, diz a médica responsável pelo ambulatório, a endocrinologista Ana Luísa Vilela Barbosa.

Pacientes são atendidos por equipe multidisciplinar

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Na unidade, com mobiliário e equipamentos adaptados a pessoas obesas, são investigadas as causas da obesidade e as possíveis doenças relacionadas, como diabetes, hipertensão, distúrbios hormonais, psicológicos, psiquiátricos etc.
O ambulatório entrou em atividade no início do ano, até abril em caráter experimental. Os pacientes são atendidos por uma equipe multidisciplinar que conta, além do endocrinologista e de enfermeiros, com preparador físico, psicólogo, acupunturista etc.

2 toneladas
“Nossos exames são priorizados na rede municipal de saúde. E fazemos reeducação alimentar, incentivamos a prática de exercícios, cuidamos das questões que podem ser fatores para a obesidade, como a ansiedade”, explica a médica Ana Luísa Vilela.
No ambulatório de obesidade são atendidos pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30. “Temos pacientes com IMC de 70”.
O ambulatório já atendeu mais de mil pessoas que, juntas, já perderam mais de 1,6 toneladas, de acordo com a administração. A meta é ultrapassar duas toneladas até o fim do ano.

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“Melhora a saúde e a autoestima”

Luiz Ângelo perdeu 22 quilos
Luiz Ângelo perdeu 22 quilos

O representante comercial Luiz Ângelo de Oliveira Jardim foi um dos primeiros pacientes do ambulatório. Com 109 quilos, procurou atendimento na rede municipal no fim do ano passado. Desde então, perdeu 22 quilos e hoje está com 87.

“[Perder peso] é uma coisa fantástica. Hoje uso camisa M, não mais GG. A autoestima melhora muito”, diz ele, que teve uma reeducação alimentar e faz caminhada e bicicleta ergométrica.
Já a doméstica Glória Maria dos Santos também é atendida pelo ambulatório desde o início do ano e perdeu 12 quilos, mas não tem o mesmo entusiasmo de Luiz. Dá desculpas típicas e nas consultas têm de aguentar a cobrança da doutora Ana Luísa: “É difícil perder peso e não tenho tempo para fazer exercícios. Quero perder mais 20, 30 quilos, melhorar a saúde, mas é difícil”, diz.

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