“Objetivo é o atendimento eficiente à população”, diz novo gestor do Hospital de Osasco

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Hospital está sob gestão da Fundação do ABC desde o ano passado / Foto: Filipe Nunes

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O novo superintendente do Hospital Municipal Central Antonio Giglio, Alessandro Neves

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A nova gestão do Hospital Municipal Central Antonio Giglio, em Osasco, começou esta semana cercada de expectativas por parte de pacientes e moradores da cidade (leia abaixo). A unidade passou a ser gerida desde segunda-feira, 27, pela Fundação do ABC (FUABC), entidade prestes a completar 50 anos que é mantenedora de 17 hospitais e três AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) no estado.
Entre as metas estabelecidas para a Fundação estão modernizar a unidade, melhorar o atendimento à população e ampliar o número de internações em 85%, de 700 para 1.300 por mês.Em entrevista por e-mail o novo superintendente do Hospital Municipal Central Antonio Giglio, Alessandro Neves, da Fundação do ABC (FUABC), fala sobre as perspectivas da nova gestão.

Visão Oeste: Quais as primeiras medidas adotadas pela nova gestão na unidade?
Alessandro Neves: A FUABC tem larga experiência em gestão compartilhada com vários municípios e com o governo do estado. Em todas as unidades implantamos nossos protocolos de atendimento humanizado, programa de gerenciamento de leitos, educação continuada dos colaboradores, protocolos de atendimento, protocolos de referência e contra referência, aplicação efetiva de indicadores de gestão hospitalar, entre outras medidas. O objetivo é o atendimento eficiente à população, com valorização profissional, respeitando a realidade local e integração com o sistema de Saúde do município.

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Em quanto tempo, e como, deve ser atingida a meta de ampliar as internações (hoje em 700) para 1.300 por mês?
Com a implantação do programa de gerenciamento de leitos e protocolos rígidos dos diagnósticos a serem atendidos pelo hospital, em médio prazo conseguiremos atingir a eficiência ótima de internação, contando com as demais ações ambulatórias que o município já realiza.

Quais as dificuldades enfrentadas neste início de gestão?
São as dificuldades naturais de qualquer movimento de transição, que são sempre transpostas quando há um entendimento do real papel da FUABC e de que não se trata de terceirização e sim de uma gestão compartilhada, que segue as diretrizes das políticas de Saúde de Osasco.

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Mudança cercada de expectativas

Prefeitura de Osasco volta a tentar “gestão compartilhada” / Foto: Rodrigo Petterson
Prefeitura de Osasco volta a tentar “gestão compartilhada” / Foto: Rodrigo Petterson

Pacientes e moradores da cidade esperam que a mudança de gestão, agora compartilhada entre a Fundação do ABC e a administração municipal, leve a melhorias no atendimento e estrutura do Hospital Municipal Central de Osasco.
“Agora, no começo, parece que estão mudando muita coisa. Então, acho que está faltando um pouco mais de organização e de funcionários. Espero que com a mudança o hospital melhore, porque está precisando”, afirmou, na manhã de quarta, 29, o atendente Guilherme Oliveira, que acompanhava a mulher à procura de atendimento para tratar de dores no corpo.

O segurança Lázaro Ubiratan afirmou que a expectativa é pela chegada de novos médicos, “que atendam bem as pessoas”. “Porque a situação é precária nesse sentido, não só aqui, em todo lugar”.

A dona de casa Irenilza Gomes também se disse esperançosa de melhorias com a mudança, mas reclamou da “desorganização” na manhã de quarta, 29. “Demorei para ser atendida, cheguei aqui 5h40 da manhã, saí da consulta às 9h. Além disso, os funcionários não estão dando informações direito, a limpeza está deixando a desejar e o médico não me atendeu bem”, reclamou ela, que foi à unidade tratar do enfisema pulmonar.

A grande expectativa com relação à mudança de gestão no Antonio Giglio também foi tema de centenas de comentários e compartilhamentos na página do Visão Oeste no Facebook.

Sindicato acompanha remanejamento de servidores

Durante a semana representantes do Sindicato dos Servidores de Osasco e Região (Sintrasp) acompanharam os trabalhos de remanejamento dos servidores estatutários do Hospital Municipal de Osasco, a fim de garantir a manutenção dos direitos trabalhistas.
“No geral, os servidores saíram contentes com seus novos locais de trabalho”, avaliou o vice-presidente do Sintrasp, Antonio Rodrigues (Toninho do Caps).

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