Ódio e xenofobia, infelizes estrelas da eleição

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As eleições deste ano foram uma viagem de montanha russa. Da morte trágica de Eduardo Campos, embaralhando o cenário no primeiro turno, à virada de Aécio Neves no início do segundo, chegando à vitória de Dilma Rousseff nas urnas, os eleitores foram expostos a toda sorte de argumentos e pressões. E talvez esta fique conhecida como a eleição das brigas familiares, do afastamento de compadres e comadres. Em primeiro lugar, pela polarização extrema combinada com o acirramento da disputa. Mas, principalmente, porque as pessoas usaram, como nunca antes, as redes sociais para expressarem sua opinião e suas diferenças. Dando um baile na grande mídia ou nas fontes tradicionais de informação, portais especializados, blogueiros e analistas forneceram, em tempo real, munição para acaloradas discussões.

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O debate democrático cedeu lugar ao ódio e xenofobia

Se por um lado isso refletiu positivamente no empoderamento do eleitor para a tomada de decisão, o que aconteceu durante o período de campanha e, principalmente, imediatamente após o resultado das urnas, estarreceu grande parcela da sociedade. O território do debate democrático deu lugar às mais sórdidas, descabidas, impensadas e não raro criminosas manifestações de ódio e xenofobia. Até mesmo estatísticas e gráficos baseados em informações falseadas foram usados para justificar preconceitos que se mostraram há muito entranhados numa população que ainda não entendeu a dimensão e a diversidade do país ou o verdadeiro sentido de democracia.

O Visão Oeste repudia veementemente todas as manifestações de ódio e preconceito. É profundamente lamentável que uma parte dos brasileiros insista em não aceitar a derrota democrática de suas opiniões, achando que podem mudar o resultado pela força ou na verborragia contra o vizinho.

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