Opinião – Alckmin pede água para Dilma

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Por Altamiro Borges – jornalista. Publicado originalmente no Blog do Miro

O “picolé de chuchu” é mesmo muito sonso e dissimulado. Nesta quarta-feira (29), passados três dias do segundo turno das eleições, finalmente Geraldo Alckmin pediu socorro ao governo federal para enfrentar a grave crise de abastecimento de água em São Paulo. Num verdadeiro estelionato eleitoral, que justificaria até a abertura de processo de impeachment, o governador tucano sempre negou a tragédia que aflige 8,8 milhões de paulistas abastecidos pelo Sistema Cantareira. Em fevereiro passado, a presidenta Dilma Rousseff alertou o governo estadual e se prontificou a dar todo o apoio para solucionar o problema. Geraldo Alckmin, que concorria à reeleição, negou a ajuda. Agora, ele pediu água!

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Segundo a mídia “privada” – nos dois sentidos da palavra –, o governador já solicitou reunião de emergência em Brasília. A imprensa tucana, que foi cúmplice deste crime eleitoral, agora apela para a generosidade do Palácio do Planalto. Alckmin pretende pedir “recursos financeiros e desoneração de impostos” do governo federal, segundo relato da Folha. Ele também apresentará outras propostas emergenciais para enfrentar a gravíssima crise de água. Na maior caradura, o tucano reeleito no primeiro turno afirma que “a eleição já acabou e nossa disposição é do diálogo e da cooperação… O governo federal é um grande parceiro”. Os paulistas que acreditaram no “picolé de chuchu” já devem estar arrependidos!

Mas o estelionato eleitoral do PSDB, que governa o Estado há duas décadas, não deve ficar impune. Os movimentos sociais devem ir às ruas para denunciar a falta de investimento e de planejamento neste setor vital para a sociedade. Centrais sindicais, movimentos de moradia e entidades da juventude já articulam um protesto diante do Palácio dos Bandeirantes. Nesta quinta-feira (30), ocorrerá um encontro na sede do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente) para discutir a grave crise hídrica em São Paulo e as formas de resistência da sociedade. “Precisamos da ajuda de todos na mobilização dos movimentos sociais contra este crime”, conclama Adilson Araújo, presidente da CTB. 

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