Opinião: Por mais direitos e conquistas para as mulheres osasquenses! Por Emidio de Souza e Zélia Lucas

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emidio vice zelia lucas osasco
*Emidio de Souza é candidato a prefeito de Osasco, cidade que governou de 2005 a 2012 // *Zélia Lucas é candidata a vice-prefeita de Osasco. Também é professora da rede municipal, assistente social e pedagoga.

As mulheres representam a maior parte da população de Osasco, mas sua representação política ainda está abaixo das expectativas. Isso pode ser visto na Câmara de Vereadores ou na própria prefeitura.

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Quando governávamos a cidade, promovemos políticas e ações concretas para promover seus direitos e valorizá-las, como a Coordenadoria da Mulher e Promoção da Igualdade Racial, o Centro de Referência da Mulher, o OP Mulher e o Conselho dos Direitos das Mulheres.

Mais do que políticas para mulheres, tivemos muitas mulheres fazendo política em posições estratégicas e também de 1° escalão, nas Secretarias e Coordenadorias (Administração, Assistência e Promoção Social, Educação, Orçamento Participativo, Cultura e Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão) no nosso governo, trazendo uma mudança de forma e conteúdo.

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Infelizmente, o atual governo que propunha a “mudança” retomou o machismo como modus operandi e das atuais 19 secretarias, apenas uma é ocupada por uma mulher; o Centro de Referência da Mulher foi fechado; o OP Mulher foi desmontado, o conselho e a coordenadoria de gênero foram sucateados e subjugados a interesses políticos-eleitorais.

Nesse sentido, nossa campanha quer retomar o trabalho que havíamos iniciado no passado e que foi destruído. Precisamos restabelecer com determinação as políticas de valorização das mulheres em todas as áreas que sejam necessárias, na saúde, educação, no trabalho, na segurança pública, entre outras áreas que afinal, historicamente, são as mulheres o grupo mais afetado pela ausência ou pela promoção das políticas públicas. São elas que, por exemplo, majoritariamente deixam de ter acesso ao trabalho e estudos por não conseguir a vaga na creche, por ter que acompanhar familiares ao médico, por cuidar de filhos com deficiência, entre outras situações que ainda recaem socialmente sobre elas.

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Mais do que isso, precisamos ter claro que é inadmissível qualquer política que não tenha mulheres como protagonistas. Por isso, retomaremos o Centro de Referência, reativaremos o OP Mulher, o conselho e a coordenadoria tendo o princípio essencial da autodeterminação das mulheres.

Nossa campanha, para além da eleição em si, tem travado um debate profundo sobre a questão da valorização das mulheres em nosso município. Queremos destacar cada vez mais nosso compromisso, que fica nítido em nosso programa de governo. Mais do que isso, realizamos reuniões específicas, caminhadas e uma grande roda de conversa com transmissão virtual ao vivo em nossas redes expondo as particularidades e propostas de nossa aliança sobre o tema.

Chega de propostas vazias, não é possível prometer a criação de uma secretaria de mulheres de forma populista, se sequer temos equipamentos de mamografia durante o mês de outubro. A igualdade de oportunidades entre gêneros é um princípio irrevogável, que precisa de planejamento e que teremos como referência diária.

Portanto, além de retomar as políticas que foram dispensadas, pretendemos ampliar o projeto Guardiã Maria da Penha; implantar o programa de promotoras legais populares; organizar o programa Mulher Empreendedora e criar o Hospital Instituto da Mulher aos moldes Hospital Pérola Byington.

Na nossa administração, as mulheres terão espaço, vez e voz.

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