Opinião – Vale a pena filiar-se a um sindicato?

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Os direitos que temos aqui analisados não caem do céu. Eles nascem pela árdua ação sindical, pois somente são obtidos após décadas de luta dos trabalhadores, como resume a frase “a luta faz a lei”.
E são os sindicatos o maior entrave às tentativas de retirar direitos dos trabalhadores e da população. E é exatamente por isso que as grandes redes de televisão, controladas por famílias poderosas, fazem constante campanha contra os sindicatos, pegando problemas isolados em alguns sindicatos (como há em qualquer atividade humana) para generalizar indevidamente e desgastar todo o movimento sindical. Malcolm X já alertou sobre isso: “Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido.”

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Por isso, é necessário lembrar que foi graças ao movimento sindical que hoje possuímos: a limitação da jornada de trabalho; férias de 30 dias; intervalos; salário mínimo; Seguridade Social; 13º Salário, licença-maternidade, dentre muitos outros direitos. E diversas outras conquistas, como o SUS, a educação pública e gratuita e o direito ao voto e à democracia foram em boa parte fruto da luta do movimento sindical.
Tudo isso já seria motivo suficiente para filiar-se a um sindicato. Mas há outro: um amplo estudo acadêmico, disponível em bit.ly/1AC29RB, mostra que os filiados a sindicatos são em média muito mais felizes que os não filiados. Os prováveis motivos para tal maior felicidade: a oportunidade de ter maior interação social e o de ter uma vida mais preocupada com o bem comum, o que incrementa a sensação de bem estar.

Portanto, caso desejar ter um 2015 mais feliz, fica a dica: filiar-se a um sindicato ajudará a aumentar a qualidade de sua vida.
E você, ao participar de seu sindicato, também estará contribuindo para ajudar a construir um mundo melhor. Para quem duvida da possibilidade disso, termino com uma de minhas frases preferidas, da antropóloga Margaret Mead: “Nunca duvide de que um pequeno grupo de cidadãos conscientes e engajados consiga mudar o mundo. Na verdade, essa é a única via que conseguiu produzir mudanças até hoje”.

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Maximiliano Nagl Garcez – Advogado e consultor de entidades sindicais; Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana dos Advogados Laboralistas (ALAL).  max@advocaciagarcez.adv.br

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