Os argumentos que valem são os nossos!

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Claudio Magrão

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Não existe campanha salarial fácil! Por melhor ou pior que ande a economia, patrões sempre querem ganhar mais. E nós, trabalhadores, também. Nesse quadro é preciso ponderar, ao menos, dois aspectos: primeiro, jamais aceitarmos a choradeira dos patrões em aumentar salários daqueles que produzem sua riqueza. E, segundo, considerarmos que um trabalhador sem poder aquisitivo forte, terá sua capacidade de consumo atingida o que, sobretudo, atingirá toda a política econômica do país.

Por outro lado, é preciso levar em conta o que o governo vem fazendo em termos de política econômica. Sobretudo no que diz respeito aos gastos públicos e internos. Nos últimos anos temos visto situações bem peculiares entre setores do capital e do trabalho se unindo em busca de reforçar a economia do país. Mas tudo vai por terra se o governo, a última parte deste tripé, não fizer sua obrigação de adotar políticas que atendam a todos os setores.

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Neste sentido, infelizmente, o governo tem deixado a desejar em ouvir os trabalhadores. Isso é fato diante da longa agenda e benfeitorias governamentais para o setor empresarial e a distância de interlocução com o movimento sindical. Então colocam-se as questões: a quem serve esse governo? O Brasil continua sendo um país em que os empresários devem ser tutelados o tempo inteiro pelo estado? Nós, trabalhadores, devemos ser sempre os que abrem mão de sua parcela na riqueza do país? E, pior, sequer temos participação nas discussões dos rumos disso tudo!

As respostas podem ser muitas. Mas de uma coisa temos a mais plena certeza: estamos preparados e unidos; estamos organizados e possuímos tanto conhecimento e saber quanto qualquer outro setor da sociedade. Por isso vamos partir para mais uma campanha salarial que garanta aos trabalhadores mais do que o mínimo em termos de aumento real de salário. Possuímos a razão e os argumentos que garantirão não apenas o destino de nossas negociações. Muito mais do que isso, garantiremos sob quaisquer circunstâncias a dignidade e o avanço da cidadania dos trabalhadores, aqueles que geram a manutenção e a riqueza de tudo que compõe o quadro econômico e social do país.

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Claudio Magrão é presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo

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