Os derrotados lá e aqui

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Editorial: Governo precisa ouvir os trabalhadores

No peculiar sistema eleitoral norte-americano, o bilionário Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos EUA, apesar de ter perdido no voto popular, por pequena margem. Dos 119 milhões de votos somados, 47,7% foram para a democrata Hillary Clinton, e 47,5% para o republicano, uma diferença de ínfimos 233 mil votos. No entanto, Trump venceu na maioria dos estados, conquistando os delegados necessários para se eleger.

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Mesmo com esse sistema indireto e um país dividido, o que se viu logo após a vitória de Trump foi um discurso apaziguador de Hillary e um encontro cortês (ao menos em frente às câmeras) do presidente Barack Obama com o presidente eleito. “Donald Trump vai ser nosso presidente. Temos o dever de encará-lo de mente aberta e dar-lhe a chance de liderar. Nossa democracia constitucional consagra a transferência pacífica do poder, e nós não apenas respeitamos isso como o valorizamos profundamente. Ela também consagra outras coisas: o Estado de Direito, o princípio de que todos temos direitos e dignidade iguais, a liberdade religiosa e de expressão. Respeitamos e valorizamos estes valores”, discursou Hillary.

Em 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) por uma diferença de 3,4 milhões de votos, considerada pequena. Aos olhos de seus opositores, insignificante. Um tucano importante, José Anibal twetou após o resultado “Lacerda dizia de Getúlio: ‘Não pode ser candidato. Se for, não pode ser eleito. Se eleito, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar”.

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É claro que a queda de Dilma se deve em grande parte por seus próprios erros, mas é importante observar como agem os derrotados nas urnas em diferentes lugares do mundo.

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