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Os limites da parceria

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Em qualquer negociação, a confiança é o elemento mais importante para que as partes envolvidas saiam satisfeitas com seus resultados. Assim é o jogo, cada qual se utiliza de seus argumentos, coloca-os na mesa e defendem seus interesses buscando o que possa haver de melhor para ambos os lados que negociam. Esta deveria ser a lógica de qualquer negociação, mas, infelizmente, confiança e bom senso desaparecem quando uma negociação prioriza a força como o caminho a se chegar em algum objetivo justo.

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Mais um ano estamos no desenrolar de nossa Campanha Salarial e, certamente, tem sido a mais complicada em mais de uma década. De um lado, Patrões fortemente argumentados por uma crise econômica sem precedentes no país e de outro nós, trabalhadores, fragilizados por esta mesma crise, mas ameaçados de forma permanente pelos fantasmas do desemprego, arrocho salarial e perda de direitos adquiridos a custas de muitas lutas passadas.

Entendemos toda a realidade pela qual passa nosso país e sabemos os motivos disso tudo, mas o quadro se deteriora ainda mais na medida em que vivemos um momento político de total instabilidade em que o Governo sinaliza com uma Reforma Trabalhista que beneficia apenas o Capital e precariza o Trabalho.

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Mais do que nunca é preciso estarmos unidos. Em momentos como estes, a única carta do jogo desigual que jogamos é a união de todas as forças sociais organizadas que defendem os trabalhadores. Como sempre, patrões e Governos convocam os Sindicatos à parceria e nunca nos furtamos a isso pelo bem de todos. Agora, no entanto, diante da realidade, o que temos a oferecer como parceiros é nossa força de mobilização e organização da classe trabalhadora. Certamente saberemos estar preparados para irmos além em nossas ações e garantirmos nossos direitos.

Claudio Magrão 
Presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo

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