Osasco estuda implantação de creche noturna

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Secretária diz que pretende aumentar o número de vagas no Recreio nas Férias e no Escolinha do Futuro / Foto: Leandro Conceição
Secretária diz que pretende aumentar o número de vagas no Recreio nas Férias e no Escolinha do Futuro / Foto: Leandro Conceição

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Jeferson Martinho
Leandro Conceição

Em entrevista ao Visão Oeste, a secretária de Educação de Osasco, Régia Maria Gouveia, fala dos primeiros meses a frente da pasta e dos projetos para a área. Entre eles, a implantação de creche noturna no município, em caráter experimental.

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De acordo com ela, “em breve” CEUs passarão a cumprir o objetivo de integrar escolas e comunidades. Além disso, até o final do ano deve haver mudanças no plano de carreira do magistério. Confira abaixo os principais trechos da entrevista. (Veja a no site  do Visão Oeste).

 Visão Oeste: Qual a principal mudança na Secretaria de Educação com sua chegada?

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Régia Maria Gouveia: Entre as medidas, tiramos um pouco o foco dos grandes institutos, remodelamos a formação, a forma, horário, e, além de os professores poderem aproveitar mais os cursos, mais professores podem fazer; reduzimos, por questões orçamentárias, os gastos da Secretaria e demos andamento a cinco novas creches, que estão sendo licitadas e com o início da construção previsto para a partir de setembro.

Acredito que, em março ou abril do ano que vem, a gente já tenha essas creches atendendo crianças. Além disso, estivemos em Brasília em março e conseguimos mais 10 creches (com recursos do governo federal) e mais duas do governo do estado. Vamos ter um avanço de cerca de 3.500 vagas com todas essas creches, que devem ser entregues até 2015.

Essa prioridade para as creches reflete uma mudança de foco na Educação em Osasco?

Esse foco foi direcionado pela presidenta Dilma Rousseff, com o projeto Brasil Carinhoso, que incentiva a construção creches.

Algumas cidades têm adotado horários diferenciados em creches, as chamadas creches noturnas, para atender ao novo perfil de mãe trabalhadora. Osasco tem projeto neste sentido?

No começo do ano que vem vamos fazer uma experiência nos dois CEUs, começando com classes com horários diferentes para crianças de quatro meses a três anos e uma jornada das 13h30 às 22h30, mais ou menos.

A mãe que trabalha no comércio geralmente entra às 14h e sai às 22h. Nossa intenção, criando essa jornada, é fazer com que a mãe fique no período da manhã com a criança e, à noite, vá buscá-la, fique mais com a criança.

Os CEUs são criticados por ainda não cumprirem a função prometida, de integrar escola e comunidades. Quando os CEUs de Osasco cumprirão, de fato, este objetivo?

Muito em breve. Criamos um grupo de trabalho intersecretarial que tem estudado formas de fazer com que os CEUs atendam em toda sua capacidade. São seis secretarias envolvidas: Educação, Cultura, Esportes, Meio Ambiente, Assistência e Promoção Social e Planejamento e Gestão. Neste conjunto, a gente está fazendo uma reestrutura organizacional dos CEUs.

Os CEUs vão ter um coordenador geral e coordenadores de área, vindos dessas secretarias e cada um cuidando da sua parte, numa gestão compartilhada. Estamos começando a implementar essa ideia. Semana que vem serão iniciadas atividades esportivas, como natação, hidroginástica. Estamos já realizando algumas atividades culturais, no CEU Zilda Arns (no Jardim Elvira) são realizadas apresentações do Núcleo Sebastian.

Temos feito várias atividades. Os CEUs são os primeiros, depois vamos abrir as escolas em todas as comunidades, com oficinas, apresentações culturais, atividades esportivas, trazendo as comunidades [para dentro das escolas].

Como está a relação da Secretaria com os professores?

Está muito boa. Uma das primeiras coisas que fiz foi abrir o diálogo com os sindicatos e isso ajuda bastante. Fiz, logo no início, uma reunião de apresentação, com todos os supervisores, gestores, professores, supervisores. Sou professora de carreira, entrei na rede em 1982 e sou efetiva da rede e levo a vantagem de já conhecer os problemas.

Eles (os funcionários da pasta) me vêem como igual e isso facilita o relacionamento. É uma Secretaria extremamente complexa, são 7.900 funcionários, um orçamento de mais de R$ 400 milhões, e os professores têm uma ânsia grande por reajustes e tudo. Agora estamos revisando o plano de carreira do magistério, o que está ocorrendo dentro de um grupo de trabalho que tem os sindicatos, que indicaram representantes, e tem sido uma discussão muito interessante. Em breve, esperamos que até o final do ano, nós vamos ter um novo plano de carreira.

Quais os principais projetos da Secretaria de Educação para os próximos meses?

O Recreio nas Férias e o Escolinha do Futuro são projetos muito bons, só que atingem poucas crianças. Hoje o Recreio nas Férias atinge 17 mil crianças – temos uma rede de quase 60 mil – e a Escolinha do Futuro atinge em torno de 15 mil. Nossa proposta é dobrar [a quantidade dos atendidos].

Das ações da Secretaria, qual a ‘menina dos olhos’ da secretária?

A ‘menina dos olhos’ da secretária é uma educação de qualidade, aumentar o nosso Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), estamos na média 5 e queremos aumentar isso. E minimizar o problema da demanda de creche e temos atuando em diversas frentes. Temos ampliado também a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

É difícil firmar parcerias com o governo do estado?

Agora está melhor, a gente tem conseguido conversar. O município fornece ao estado a merenda escolar e os funcionários da merenda. E o estado repassa para a gente não a totalidade do que é gasto. Gastamos quase R$ 12 milhões por ano e o estado repassa R$ 7 milhões. Antes não tinha nem como conversar e com as mudanças que houve, tanto lá quanto aqui, a gente tem conseguido conversar e amenizar essas questões. Já conseguimos, por exemplo, parceria na EJA, na alfabetização.

Alunos do EJA reclamam da dificuldade em encontrar vagas no estado para dar continuidade aos estudos após concluírem os estudos na rede municipal.

Um problema do estado era a falta de espaço físico. Cedemos, a partir deste mês, uma escola nossa, no Colinas D’Oeste, para o estado dar continuidade [nos estudos dos alunos do EJA]. Inicialmente eram 38 vagas. É pouco, mas já é alguma coisa.

Comentários

4 COMENTÁRIOS

  1. Ana Bochnek, se o atendimento na creche com horários alternativos seguirem as propostas da secretária não vejo como algo ruim e assistencialista, apenas horários alternativos para que as crianças sejam atendidas em horários que realmente necessita, mas se não houver uma regra clara e normas bem escritas ai sereia primeira a criticar. O que não podemos esquecer é que a creche é sim um espaço de educação e de profissionais formados porém ela não perde sua essência de creche lembra o educar e cuidar caminham juntos, quando entendermos isso com claresa iremos todas juntas lutar por salários melhores e inverter a hierarquia salrial do nosso Brasil. bjkas!!!

  2. A creche é destinada ao atendimento das crianças e não da familia o que não é de conhecimento dos politicos ou melhor eles não passam essa informação aos cidadãos que votam. Essa visão assistencialista contraria tudo aquilo que temos buscado passando a creche pra educação..

  3. Acho válida, a proposta da creche se realmente for destinada a mães que comprovem o horário de trabalho, e tenha uma fiscalização, para ver se é verdade, pois, várias vagas saem para mães que não trabalham e mães que precisam não conseguem, ou as vagas saem sem ter necessidade da mãe trabalhar fora? Taí uma dúvida….

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