Osasco pedirá 95 profissionais para suprir atenção básica

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Município vai pedir ao programa 40 clínicos gerais, 30 ginecologistas e 25 pediatras / Foto: Cesar Greco
Município vai pedir ao programa 40 clínicos gerais, 30 ginecologistas e 25 pediatras / Foto: Cesar Greco

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William Galvão

Desde segunda-feira, 8, estão abertas as inscrições para médicos brasileiros e estrangeiros participarem do programa Mais Médicos, do governo federal, que pretende diminuir a carência desses profissionais na saúde básica do Sistema Único de Saúde (SUS). Os profissionais interessados devem preencher o cadastro no maismedicos.saude.gov.br até o dia 25 de julho para a primeira chamada.
Os municípios de Osasco, Carapicuíba, Cotia, Jandira, Itapevi e Pirapora do Bom Jesus estão incluídos entre as 47 cidades paulistas prioritárias da região. De acordo com o secretário de Saúde de Osasco, José Amando Mota, o município está em processo de inscrição no programa e pedirá “40 clínicos gerais, 30 ginecologistas e 25 pediatras para atuarem na atenção básica”.

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Defensor da revalidação do diploma de estrangeiros para atuação no Brasil, o secretário vê o programa “como uma alternativa do governo federal para amenizar a carência de médicos no país, e não como medida eleitoreira como vem sendo dito”. “É uma tentativa muito corajosa”, afirmou.

Secretário diz que medida do governo federal é “corajosa”

Ao todo, serão 10 mil vagas. Os médicos contratados receberão bolsa de R$ 10 mil, além do auxílio deslocamento, para atuar 40 horas semanais sob supervisão de instituições públicas de ensino, no SUS. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, “a expectativa é que os primeiros profissionais comecem a atuar a partir de setembro”.

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O Programa
Lançado como parte do Pacto da Saúde, o programa Mais Médicos prevê a contratação de médicos para atuar na atenção básica à saúde em municípios do interior e na periferia das grandes cidades. Terão prioridade na seleção os profissionais formados em instituições brasileiras de ensino superior e, caso todas as vagas não sejam preenchidas, serão selecionados profissionais formados por instituições estrangeiras, também dando prioridade aos brasileiros que tenham concluído a formação no exterior. Neste caso, o profissional será avaliado e depois acompanhado por uma instituição brasileira de ensino.

Três editais foram lançados para selecionar e levar os profissionais a essas regiões: um para atração de médicos; outro para adesão dos municípios que desejam recebê-los; e um último para selecionar as instituições supervisoras. A medida é apenas o início do Pacto da Saúde, que envolve outras ações.

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